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WAO Novas & Notas

Revisão de Jornais Médicos de Dezembro
WAO Agora: O que há de novo no mundo da WAO
E em outras novidades . . .

Revisão de Jornais Médicos de Dezembro

Shyam S. Mohapatra, Ph.D., Editor convidado da WAO, Universidade do Sul da Flórida Colégio de Medicina, Tampa, FL, USA, revisou os melhores artigos publicados em Dezembro nos jornais médicos para alergologistas práticos.

1. Anormalidades das artérias brônquicas na asma.
Este estudo compara a estrutura das artérias brônquicas, que suprem com sangue sistêmico as vias aéreas, linfonodos tráqueo-brôquicos e nervos, em pulmões de três grupos de indivíduos falecidos (n=12): um grupo com asma fatal e que morreram por asma, outro grupo com asma fatal, mas que não morreram por asma e um grupo de não-asmáticos. Nos dois grupos de asmáticos, a área da íntima estava significantemente mais larga do que a do controle. Sexo, idade, tabagismo e duração da asma foram associados a efeitos significantes na íntima nos asmáticos. O aumento da área íntima foi associado à proliferação do músculo liso e reduplicação e calcificação da elástica, mas não com infiltrado de células inflamatórias. Comentários do Editor: Este estudo é interessante porque a análise quantitativa das artérias brônquicas não havia sido feita antes. Entretanto, embora as diferenças fossem estatisticamente significantes, o número de indivíduos em cada grupo é pequeno e a significância clínica desses achados no contexto de asma grave ou fatal não é claro. Green F.H.Y et al. Chest 2006;130 1025.

2. Segurança da vacina trivalente de influenza inativada em crianças com 6 a 23 meses de idade.
Este estudo documenta os eventos médicos clínicos, em serviços de emergência, ou hospitalares após a administração de vacina trivalente de influenza inativada a crianças com idades entre 6 e 23 meses, entre 1991 e 2003 (45.356crianças com 69.359 vacinações). É estudo de coorte retrospectiva que analisou dados referidos após vacinação por eventos médicos significativos em oito organizações de cuidados nos Estados Unidos. O desfecho primário foi qualquer evento atendido por médico associado à vacina trivalente com janelas de risco de 0-3 dias e 1-14 dias. Todos os códigos do CID-9 e os agregados predefinidos foram examinados. Os resultados mostraram que 13 de 14 condições médicas, incluindo infecções agudas do trato respiratório superior, asma, bronquiolite, e otite média foram menos prováveis de ocorrer após vacinação. Apenas uma condição, gastrite/duodenite foi menos provável de ocorrer após 14 dias da vacinação; entretanto, não foi significante após a revisão dos dados. Comentários do Editor: Este relato é o maior estudo sobre segurança de vacinas em lactentes com várias condições médicas suspeitas de serem reação adversa à vacinação. Ele estabelece de maneira clara que a vacinação contra gripe em lactentes na presença de algumas doenças incluindo infecção do trato respiratório superior, alergias e asma, é seguro. Pode-se afirmar que, embora seja estudo retrospectivo baseado em dados médicos e não um estudo real. Além disso, os resultados mostraram que a vacina pode causar gastrite, a razão pela qual isto ocorre não é clara. Hambidge SJ et al. JAMA 2006; 296:16: 1990-7.

3. Papel das pequenas vias aéreas na asma: investigação empregando tomografia computadorizada de alta resolução.
As pequenas vias aéreas podem ter papel importante na asma, mas a sua relevância patofisológica permanece obscura. Sua condição é importante por refletir o aprisionamento de ar e pode ser indicador não-invasivo de doença da via aérea. O objetivo deste estudo foi usar a tomografia computadorizada de alta resolução (HRCT) para avaliar a densidade pulmonar e determinar correlações com variáveis clínicas e fisiológicas em 29 pacientes com asma estável. Os dois pulmões foram escaneados à inspiração e expiração profundas para medir a porcentagem de pulmão ocupado por áreas de baixa atenuação (LAA%;<-960 unidades Hounsfield) e a densidade pulmonar média. A gravidade da asma, a função pulmonar, a sensibilidade e a reatividade à metacolina inalada, e a contagem de eosinófilos em escarro foram também avaliados. Os resultados mostraram que a densidade pulmonar média aumentou e a LAA% diminuiu em todos os pacientes durante a fase expiratória comparada à inspiratória. Em conclusão, a tomografia de alta resolução expiratória/inspiratória é útil para monitorar o envolvimento na obstrução da via aérea, hipersensibilidade das vias aéreas e doença mais grave tal como a asma. Comentários do Editor: HRCT pode ser muito útil no diagnóstico de doença das pequenas vias aéreas. Tetsuya Ueda, MD J Allergy Clin Immounol 2006; 118:1019-25.

4. Manejo satisfatório da asma alérgica aos ácaros com extratos modificados de Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae.
O objetivo deste estudo prospectivo, duplo-cego, controlado por placebo com 64 indivíduos foi avaliar a eficácia clínica e segurança de vacina contendo alérgenos de Dermatophagoides pteronyssinus e D. farinae depigmentados e polimerizados (iguais proporções) em indivíduos com asma leve/moderada e rinoconjuntivite. O teste de provocação brônquica (BPT) foi empregado para determinar a eficácia clínica. Entre os 54 pacientes que completaram o estudo, o grupo tratado com alérgeno apresentou melhora significante na BPT (p < 0,001), enquanto que o placebo não (p = 0,648). Ao final do estudo, o grupo de alérgeno (n=20) vs placebo (n=9) (p=0,013; odds ratio, 5,71[1,76, 18,51]) necessitou de duas vezes mais alérgeno para obter o mesmo BPT positivo. O grupo ativo mostrou melhora mediana de 53,76% nos sintomas totais e 58,09% nos escores de medicação em relação ao placebo. Assim, a imunoterapia com extratos de mistura de alérgenos modificados de D. pteronyssinus e D. farinae é segura e eficaz no tratamento da asma alérgica aos ácaros. Comentários do Editor: Embora os alérgenos polimerizados tenham sido testados em outras alergias, há poucos relatos sobre o seu uso na terapia aos ácaros em asmáticos leve/moderados. Este estudo demonstra que a imunoterapia com alérgeno polimerizado é segura e efetiva. Jose-Carlos Garcia-Robaina, MD, PhD J Allergy Clin Immounol 2006;118:1026-32

5. Intensidade do sinal mediado pelo FceRI exerce papel na regulação da sinalização e desativação de basófilos.
Este estudo caracteriza os mecanismos de controle da ativação de basófilos via FceRI, que é mediador crítico dos sintomas de doenças alérgica e subjacente à resposta tipo Th2. Basófilos humanos foram separados por centrifugação e gradiente de densidade com Ficoll e seleção negativa com esferas imuno-magnéticas. Níveis de várias proteínas intracelulares de sinalização foram medidos por Western blotting, e a liberação de mediadores foi analisada por espectrofluorometria (histamina) ou por ELISA (IL-4 e IL-13). Concentrações supra-ótimas de anti-IgE levaram à menor liberação de mediador do que concentrações ótimas mas simultaneamente a maior liberação de histamina. Em paralelo, as proteínas de sinalização do basófilo (syk, p38 cinase ativada por mitógeno e cinases 1 e 2 de sinalização extracelular) foram mais rapidamente fosforiladas a concentrações mais altas de anti-IgE mas, mais transitoriamente ativadas em faixa supa-ótima. Essa regulação envolveu a 5’ fosfatase inositol, SHIP, que foi fosforilada em concentrações supra-ótimas de anti-IgE mas não em concentrações mais baixas. Basófilos estimulados com N-formil-metionilleucil-fenilalanina falhou em fosforilar SHIP em faixa de concentrações supra-ótimas. Comentários do Editor: Parece que a cinética da sinalização mediada por IgE e a liberação de mediadores em células FceRI+ humanas varia substancialmente. Este estudo mostra que a magnitude da estimulação e da fosfatase SHIP exerce importante papel na finalização desses eventos. Bernhard F. Gibbs, PhD. J Allergy Clin Immounol 2006; 118:1060-7.

6. Sequência, haplotipo e análise de associação de ADRB2 na asma multiétnica.
Este estudo identificou polimorfismos e haplotipos de ADRB2 em indivíduos americanos: Brancos e Afro-americanos e os correlacionou a fenótipos de asma. A região 5.3 kb do ADRB2 foi seqüenciada em 669 indivíduos - 429 Brancos e 240 Afro-americanos. Doze polimorfismos, representando um painel de haplotipos, foram genotipados em Brancos (338 pacientes e 326 controles) e em Afro-americanos (222 pacientes e 299 controles). O estudo identificou 49 polimorfismos, 21 deles eram novos. Trinta e um polimorfismos (freqüência > 0,03) foram usados para identificar 24 haplotipos (freqüência > 0,01) e avaliar desequilíbrio de ligação. Associação de genótipo com a razão FEV1/FVC foi observada entre os Afro-americanos. Este estudo demonstra que variantes genéticas adicionais além da +46 (Gly16Arg) são importantes na determinação de fenótipos de asma. Por exemplo, a extensão da poli-C repeat (+1269) na região 3’ não traduzida do ADRb2 pode influenciar a função pulmonar e pode responder pela variação na resposta a β-agonistas, especialmente em Afro-americanos. Comentários do Editor: Avaliação compreensiva da variação do gene, estrutura de haplotipo e o desequilíbrio de ligação são importantes no entendimento da influência do gene do receptor β2-adrenérgico ADRB2 sobre a susceptibilidade à doença, função pulmonar e resposta terapêutica em diferentes grupos étnicos com asma. Este estudo demonstra que há variantes genéticas adicionais do ADRB2 além da +46 (Gly 16 Arg) e +79 (Gln 27 Glu) que são importantes na determinação do fenótipo da asma. Gregory A Hawkins Am J Respir Crit Care Med Vol 174 20061101-1109, 2006.

7. Polimorfismos no gene do receptor muscarínico 1 conferem susceptibilidade à asma.
Os autores investigaram o papel do gene dos receptores colinérgicos muscarínicos 1 humanos (CHRM1) na asma, localizado no cromossomo 11q13. O receptor é amplamente distribuído nos pulmões e podem estar envolvidos na constrição da via aérea, proliferação de células epiteliais e inflamação. Em estudo caso-controle avaliou-se 326 pacientes Japoneses com asma e 333 controles sadios, e 9 polimorfismos isolados no gene CHRM1 foram examinados. A seqüência funcional de polimorfismos de -9697C > T e -4953A > G na região regulatória foram também determinados empregando ensaio de mRNA, que sugeriu associações a asma. A análise dos haplotipos mostrou que o -9697T/9695T/-4953A estava associado a menor risco de asma (p= 0,00055) e o 9697C/-6965T/-4953G a risco aumentado de asma (p=0,020). O haplotipo -9697T/-4953A foi associado a menor atividade in vitro da luciferase comparado ao haplotipo 9697C/-4953G. A análise conjunta desses resultados sugere que o gene CHRM1 no cromossomo 11q13 é um importante determinante de susceptibilidade à asma. Comentários do Editor: Desde o início dos estudos genéticos na asma, vários genes candidatos ligados a fenótipos de asma foram encontrados no lócus 11q13. Este estudo demonstra que o CHRM1, também localizado no 11q13, é gene importante de susceptibilidade para asma. Yukiko Maeda Am J Respir Crit Care Med Vol 174 2006 1119-1124.

8. A sinalização do receptor de adenosina A3 contribui para a secreção de mucina após desencadeamento com alérgeno.
A hipersecreção de muco é característica da asma, mas os mecanismos celulares e moleculares que regulam a produção e a secreção de mucina são pouco compreendidos. Este estudo usa a genética para investigar a contribuição do receptor de adenosina A3, A3AR, na produção e secreção de muco em modelo de doença pulmonar induzida por alérgeno em camundongo. O A3AR é parte da via de sinalização que é estimulada nas células globosas produtoras de mucina da via aérea, mas a produção de mucina em resposta a alérgeno é similar em camundongos do tipo selvagem e em deficientes em A3AR. A expressão aumentada deste receptor em células Clara não induz aumento da produção de mucina por si só e nem aumenta a produção de mucina em resposta ao desencadeamento por alérgeno, e o A3AR não é necessário para a metaplasia de células mucosas. Em contraste à falta de feito sobre a produção de mucina, a secreção de mucina induzida por agonista foi reduzida nos animais A3AR deficientes. Assim, a secreção de mucina induzida por alérgeno é estimulada via A3AR. Em problemas pulmonares nos quais os níveis de adenosina estão elevados, a sinalização através desse receptor pode contribuir para a obstrução da via aérea por muco. Comentários do Editor: A produção e a secreção de muco nas vias aéreas é fenômeno complexo e este estudo mostra que os dois processos são distintos. A sinalização do A3AR não afeta a produção de muco, mas promove a sua secreção. Isso é importante desde que os níveis de adenosina no pulmão estão aumentados como resultado de inflamação e lesão. Hays W. J. Young Am J Respir Cell Mol Biol Vol 35 2006 549-558.

9. A infecção pelo Virus Respiratório Sincicial reduz a resposta B2-adrenérgica em músculo liso da via aérea.
Este estudo avalia a hipótese de o vírus respiratório sincicial (VRS) ter efeito direto sobre a formação de AMPc e a densidade de receptor B2-adrenérgico (ADRβ2) e que o haplotipo ADRβ2 influencia esta resposta. A proteína recombinante fluorescente do VRS (rgRSV) foi inicialmente usada para determinar se o VSR poderia infectar células musculares lisas humanas da via aérea (HASM) em meio de cultura. A seguir a influência da infecção pelo VSR sobre a reatividade aos β2-adrenérgicos foi determinada pela medida da diferença na produção de AMPc induzida por isoproterenol (ISO), densidade de ADRβ2 e expressão de Gi nas células HASM infectadas com o VSR, com o VSR inativado por ultravioleta e com veículo. As células HASM da cultura foram eficientemente infectadas pelo VSR, e a formação de AMPc induzida por ISO foram significantemente reduzidas nas células infectadas pelo VSR, comparadas às infectadas pelo VSR inativado por ultravioleta ou não infectadas de modo tempo e concentração dependente. A formação de AMPc induzido por Forskolin e a expressão de Gi não se alteraram nas células infectadas pelo VSR, sugerindo que a influência do VSR no relaxamento β2-adrenérgico induzido foi contrário à formação de AMPc. A densidade de ADRβ2 foi reduzida nas células infectadas com o VSR e o haplotipo Arg16Gln27 ADRβ2 esteve associado à diminuição da formação de AMPc induzida pelo ISO (p<0,05) e com a diminuição da densidade de ADRβ2 na basal (p<0, 05). Comentários do Editor: O uso de b2-agonista no tratamento da obstrução da via aérea associada à infecção pelo VSR tem sido controverso. Os resultados deste estudo mostram que os efeitos dos β2-agonistas podem estar relacionados a efeitos diretos do VSR sobre as HASM, e que o genótipo ADRβ2 pode predizer a resposta β2-adrenérgica. Paul E. Moore Am J Respir Cell Mol Biol Vol 35 2006 559-564.

10. A hiperreatividade da via aérea na exacerbação da asma crônica é independente de inflamação eosinofílica.
Os autores deste estudo desenvolveram modelo animal para investigar os mecanismos subjacentes à exacerbação aguda em asma crônica. Camundongos BALB/c sensibilzados à ovalbumina (OVA) foram expostos a OVA por aerossol quer por: desencadeamento por exposição crônica em baixas doses a cada quatro semanas, por desencadeamento único com dose moderada, ou exposição crônica a níveis baixos seguida por desencadeamento com dose moderada (grupo com exacerbação aguda). Comparado aos animais submetidos a desencadeamento crônico apenas, os com exacerbação aguda exibiram inflamação mais marcada com envolvimento das vias aéreas extra-pulmonares e parênquima pulmonar e aumento do número de linfócitos e eosinófilos no lavado bronco-alveolar. Eles também desenvolveram hiperreatividade das vias aéreas (HRB) à metacolina, demonstrada por aumento da resistência transpulmonar e diminuição da complascência. Este padrão de HRB estava ausente nos animais expostos cronicamente, mas presente nos animais que foram desencadeados uma única vez com dose moderada. Entretanto, comparados aos animais que receberam apenas um desencadeamento com dose moderada, a inflamação e HRB foram induzidas mais rapidamente no grupo com exposição aguda. Camundongos com eosinófilos deficientes em GATA1 dbl não exibiram redução da HRB no modelo de exacerbação aguda. Assim, camundongos com lesões pré-existentes semelhantes às da asma crônica, quando expostos a concentrações moderadamente altas de antígeno inalado, apresentaram sintomas de exacerbação aguda. A resposta inflamatória envolve as vias aéreas distai e está associada a padrão distinto de HRB que desenvolve independentemente do aumento de eosinofilia. Comentários do Editor: Eosinofilia tem sido considerada como característica da asma alérgica. Este estudo mostra que a hiperreatividade da via aérea e a eosinofilia realmente dependem da magnitude da exposição ao antígeno em estado específico da doença. Assim, a asma crônica pode ser desprovida de eosinofilia. Jessica S. Siegle Am J Respir Cell Mol Biol Vol 35 2006 565-570.

11. Papel do dano epitelial e angiogênese na asma da criança.
O remodelamento da via aérea e a inflamação são pontos característicos da asma no adulto e têm sido pouco estudados na asma da criança. Este estudo examina alterações epiteliais e vasculares assim como a resposta inflamatória nas vias aéreas de crianças com asma. O estudo analisa biópsias brônquicas obtidas de 44 crianças submetidas a broncoscopia por indicações clínicas outras além da asma: 17 tinham asma leve a moderada (idades 2-25 anos), 12 eram atópicos sem asma (1-11 anos), e 15 eram controles sem atopia ou asma (1-14 anos). Perda de células epiteliais, espessamento da membrana basal, número de vasos e células inflamatórias foram quantificados no sub-epitélio por histoquímica e imuno-histoquímica. Os resultados mostraram aumento da perda de células epiteliais e espessamento da membrana basal em crianças com asma comparadas aos controles (p = 0, 005 e 0,0002, respectivamente) e crianças atópicas (p = 0,002 e 0,005, respectivamente). O número de vasos e de eosinófilos estava aumentado em crianças asmáticas (p = 0,03 e p = 0,0002, respectivamente) e em crianças atópicas sem asma (p = 0,03 e p = 0,008, respectivamente) comparado aos controles. Quando os resultados foram estratificados segundo a idade, as crianças menores de seis anos com asma tinham aumento da perda epitelial, espessamento da membrana basal e eosinofilia comparados aos controles de mesma idade. Em conclusão, dano epitelial e espessamento de membrana basal que são fatores patológicos característicos da asma no adulto, estão presentes na asma da criança. Outras alterações tais como eosinofilia das vias aéreas e angiogênese são também observados em indivíduos atópicos sugerem que eles podem representar eventos precoces na história natural da asma. Comentários do Editor: Este é um excelente estudo que mostra essencialmente que a asma na infância não é significantemente diferente da asma do adulto. Angelo Barbato Am J Respir Crit Care Med Vol 174 2006 975 -981.


WAO Agora: O que há de novo no mundo da WAO

gloriaLocalidades do GLORIA em Fevereiro de 2007

5º Congresso Internacional da Sociedade Egípcia de Alergia e Imunologia Pediátrica
Fevereiro 8-9, 2007
Giza, Egito
Professor Internacional GLORIA:
Michael A. Kaliner
Apresentação:
Módulo 8: Anafilaxia
www.espai-eg.org

Sociedade de Alergia de San Diego
Fevereiro 12, 2007
San Diego, Califórnia
Professor GLORIA dos Estados Unidos:
Allen P. Kaplan
Apresentação:
Módulo 7: Angioedema

GLORIA é patrocinado por bolsa educacional irrestrita de:

alcon
dey
dyax & genzyme
nutricia  shs
schering-plough

seminars and conferencesLocalidades de Seminários & Conferências – Fevereiro 2007

Congresso Regional de Asma – Sociedade Egípcia de Alergia e Imunologia Clínica.
Janeiro 31 – Fevereiro 2, 2007
Hurgada, Egito
Convidado WAO:
Michael A. Kaliner
www.asthmaegypt2007.com

world allergy forumFórum Mundial de Alergia

"Perspectivas Globais em Genética, Ambiente e Alergia"

Enconto Anual da AAAAI 2007
Segunda feira, Fevereiro 26, 2007, 16:45 - 18:00 hs
Centro de Convenções de San Diego
Nível superior, Sala 32 AB

Moderador:
Thomas A. E Platts-Mills, EUA

Co-Moderador:
Michael A. Kaliner, EUA

A exposição precoce a alérgenos é protetora?
Adnan Custovic, Reino Unido

Como o ambiente influencia a resposta genética?
Robert F. Lemanske Jr., EUA

Intervenção no ambiente no manejo das Doenças Alérgicas.
Erika Von Mutius, Alemanha


Conversas com WAO

Temos o prazer de anunciar quatro novas entrevistas com alergistas notoriamente conhecidos. Reserve um minuto para ouvi-los e compartilhar do seu conhecimento abrangente.

  • Prof. Jean Bousquet -- WHO-GARD: A aliança global contra as doenças respiratórias crônicas
  • Prof. Paul Van Cauwenberge – Rinite alérgica: Uma doença de remodelamento das vias aéreas superiores?
  • Prof. G. Walter Canonica – Classificação da rinite alérgica na vida real
  • Dr. Ronald Dahl – Reatividade cruzada de alérgenos


Comitês e Conselhos da WAO em 2007: Um ano de revisão e planos para o futuro

Conselho de Pesquisa
O ano de 2006 documentou a seleção e a realização daos três primeiras bolsas de Pesquisa de Curta duração da WAO e a seleção do primeiro bolsista de Longa duração da WAO. Com a chegada de 2007, a WAO irá subvencionar estudos epidemiológicos sobre doenças alérgicas, no aprofundamento no manejo da anafilaxia ao redor do mundo e publicar as respostas do Levantamento sobre Prevalência de Doenças alérgicas respondidos pelas sociedades membros da WAO.

Conselho de Educação
Nossos associados foram inquiridos a respeito de necessidades educacionais de nossos integrantes e realizado GLORIA™, Seminários e Conferências em todas as regiões do mundo. O Fórum Mundial de Alergia foi realizado nos encontros anuais da EAACI, AAAAI e ACAAI. Esta atividade de alto nível continuará ao redor do mundo com três Seminários e Conferências, 28 programas GLORIA e dois Fóruns Mundiais de Alergia em 2007.

Especialidade e Treinamento
Em 2006, o Conselho de Especialidade e Treinamento publicou estes trabalhos “Allergy Practice Worldwide", e "Requirements for Physician Training in Allergy: Key Clinical Competencies Appropriate for the Care of Patients with Allergic or Immunologic Diseases- A Provisional Position Statement of the World Allergy Organization."O terceiro documento desta série, "What is an Allergist?" será publicado no início de 2007.Esses documentos já se tornaram fonte importante de referência para nossas sociedades membro e as auxiliou na promoção de nossa especialidade no nível mundial.

Conselho de Comunicação
Por iniciativa do Web site houve o lançamento de Conversas com WAO e Revisões Interativas de Casos Clínicos e a E-letter mensal vertida para sete idiomas. Como perspectivas para o Web siteem 2007 haverá uma série de Seminários (em conjunto com a AAAAI), Pergunte ao Especialista e o Diretório on-line dos Associados.

Sociedades Emergentes
Em 2006, conseguimos progresso significativo no Programa de Sociedades Emergentes. Instalamos aparelhos coletores de pólen na região CIS e estamos desenvolvendo um Manual de Coleta de Aero-alérgenos da WAO para viabilizar o programa. O encontro com as Sociedades Emergentes em Buenos Aires produziu conhecimento valioso sobre a prática da alergia em áreas desfavorecidas das Américas Latina e Central; estamos prosseguindo com a assistência de nossa sociedades membro na região e em colaboração à ACAAI, AAAAI e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, para auxiliar nossos bolsistas alergistas desses países. 2007 sediará novo Encontro das Sociedades Emergentes em Bancoq para nossos colegas da região Ásia-Pacífico, em associação com a nova SE parceira, a Organização de Alergia do Oeste Pacífico.

Regístre-se para a subscrição de Revistas On-Line

WAO e Hogrefe & Huber Publishers estão oferecendo um número limitado subscrições on-line gratuitas de Allergy & Clinical Immunology International - Journal of the World Allergy Organization para membros de países em desenvolvimento. Se estiveres interesado (a) em receber uma subscrição on-line de cortesia, por favor envie um e-mail a info@worldallergy.org, colocando "Free Journal Subscription" no assunto da mensagem, com os detalhes seguintes:
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E em outras novidades . . .

Revisão de Livros de Alergia

Imunologia Clínica Concisa para Profissionais de Saúde
Mary T Keogan, Eleanor M. Wallace e Paula O’Leary
ISBN: 9780415298308
ISBN-10: 041529830X

Preço de Lista: £25.99 (about $50.00 USD)
Disponível em: Taylor and Francis Books

Revisor:
Thomas Chacko, MD, Especializando de Segundo ano
Universidade do Sul da Flórida Colégio de Medicina, Tampa, FL.

Descrição:
O texto é conciso e de fácil acesso ao complexo campo da imunologia clínica.

Proposta:
A proposta deste livro é prover o médico e outros profissionais da saúde com um livro introdutório sobre imunologia clínica. Ele também aborda imunologia básica, investigações laboratoriais e o tratamento de vários distúrbios imunológicos.

Audiência:
Este livro é apropriado para o estudante novato, o residente de sub-especialidade do primeiro ano em alergia e imunologia, e outros médicos que queiram aprender sobre imunologia básica assim como sobre imunologia clínica. Ele aborda pontos chave sem se deter em detalhes desnecessários.

Características:
As 426 páginas desse livro são divididas em quarto capítulos: imunologia básica, imunologia clínica, técnicas imunológicas e de diagnóstico e tratamento dos distúrbios imunológicos. Cada capítulo tem múltiplas seções de 2 a 4 páginas com vários tópicos. Ao final de algumas seções há referências para leitura posterior. Há também vários diagramas e teste de auto-avaliação ao final de cada capítulo. Apresentações de caso (total de 14) estão entremeadas em alguns capítulos.

Avaliação:
É um livro excelente sobre imunologia básica e clínica. As seções são organizadas de modo a permitir o encontro da informação desejada de pontos chave. Os exames de auto-avaliação mantêm o leitor pensando ativamente e enfatizando a informação mais importante. Outras fontes são necessárias para ter-se uma revisão mais profunda sobre este tema complexo, mas é um bom começo mesmo para os com conhecimentos consideráveis nestas áreas.

Em resumo, este livro será particularmente útil para estudante novatos ou médicos que queiram aprender sobre imunologia clínica.


Fibrose Cística no Século 21
Bush, A., Alton, EWFW., Davies, JC., Griesenbach, U. & Jaffe, A.
ISBN-10:3-8055-7960-8
ISBN-13:978-3-8055-7960-5

Preço de Lista: $180.00 USD
Disponível em: Karger

Revisor:
Dr RG Stirling BSc(Hons), MBBCh(Hons), MRCPI, FRACP
Departmento de Alergia, Imunologia e Medicina Respiratória; Hospital Alfred & Universidade Monash; Melbourne, Austrália

Descrição:
Nas últimas décadas tem se observado uma explosão de conhecimentos sobre a Fibrose Cística (FC), envolvendo a estrutura, função e mecanismo de ação do gene CFTR, causador da doença. Este livro apresenta essas aquisições em detalhes além de pesquisas atuais relacionadas à FC. Considerações mais aprofundadas são fornecidas quanto ao desafio do cuidado clínico em relação à infecção das vias aéreas, inflamação e manejo das manifestações extra-pulmonares da FC.

Proposta:
Revisão sobre o estado da arte em Fibrose Cística.

Audiência:
Este volume é amplamente direcionado a pesquisadores e clínicos envolvidos com a FC, ou que necessitem de atualização e de ampliar os seus conhecimentos sobre FC.

Características:
Este livro reconhece a necessidade de abordagem multidisciplinar para o melhor cuidado da FC pela fusão de base científica forte no campo das necessidades clínicas dos pacientes com FC. Editado e escrito por pesquisadores em FC este volume destaca aquisições no conhecimento sobre a estrutura e função do gene CFTR, além de fornecer atualizações úteis no manejo e sobre questões terapêuticas para cuidado da criança e em menor proporção aos adultos com FC.

Avaliação:
Este volume enfatiza substancialmente a descrição dos conhecimentos atuais da estrutura, função do CFTR além de sua inter-relação. As interações e significância do genotipo, genes modificadores, infecção e inflamação promove desafios complexos para o nosso entendimento da FC, e este livro também fornece uma atualização sucinta em várias dessas áreas. Para o clínico prático, entretanto, a FC no século 21 é encarada como doença da maturidade e muitos temas médicos emergentes em adultos incluindo doença óssea, GORD, ventilação não-invasiva e os desafios no manejo complexo do clearance da via aérea, aconselhamento psico-social, ética, transição, alívio e transplante, necessidade posterior de cuidados. Além disso, este volume provê um suplemento de valor e acrescenta para os que necessitam de atualizar e ampliar seus conhecimentos sobre FC.

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A missão da Organização Mundial de Alergia é construer uma aliança global de sociedades de alergia para a aquisição de excelência em cuidados clínicos, pesquisa, educação e treinamento. Visite-nos na Web em http://www.worldallergy.org/

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555 E. Wells Street, Suite 1100
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