WAO Notícias e Lembretes - Revisões Médicas
Volume 6, Número 1 Revisões - Janeiro 2009
Apresentando o novo visual do Website da WAO em www.worldallergy.org
Revisão de Revistas Médicas

Revistas por Gary Hellerman, Ph.D., em colaboração com Richard F. Lockey, MD, Editor Chefe da WAO Web.

1. O FUMO DE CIGARRO COMBINADO COM O RECEPTOR 3 TOLL-LIKE (RTL3) DE SINALIZAÇÃO EXAGEROU A EXPRESSÃO DE RANTES EPITELIAL/CCL5 NA RINOSINUSITE CRÓNICA (RSC).
Os doentes com RSC sofrem frequentemente de infecções bacterianas agudas, o que sugere que um defeito na imunidade inata poderá estar associado com a doença. Neste estudo, procedeu-se à cultura de células epiteliais de biópsias do turbinado médio de 9 indivíduos saudáveis e de 11 com RSC. As células foram expostas a extracto de fumo de cigarro (EFC) ou a um meio e depois estimuladas com ácido lipoteicóico (agonista RTL2), lipopolissacarídeo (RTL 4) ou RNA dupla-fita (RTL 3), e analisadas para expressão de RTL-2, -3 e -4. O EFC apenas estimulou a produção de RANTES 35 vezes em doentes com RSC mas não nos controlos saudáveis. O maior aumento de RANTES (12,115 vezes) verificou-se nas células epiteliais nasais tratadas com EFC e RNA dupla-fita (RNAdf) comparativamente com um aumento 1500 vezes maior nas células dos controlos saudáveis. O EFC com RNAdf aumentou sinergicamente IL-1β, IL-6 e IL-8, TNF-α, HBD2 e MCP-2. As exacerbações de RSC podem ser mais severas em fumadores devido à produção excessiva de RANTES induzida pelo EFC.
Comentário do Editor: Embora o mecanismo pelo qual RANTES pode contribuir para CRS em infecções virais não esteja esclarecido, o enorme aumento de RANTES induzido por CSE observado neste estudo merece mais estudos in vivo. Yamin M, et al. J Allergy Clin Immunol 2008; 122:1145-1153.

2. O NEXO ASMA-SAÚDE MENTAL NUMA AMOSTRA BASEADA NUMA POPULAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS.
Este estudo examina a probabilidade da existência duma relação entre a asma e a saúde mental em americanos adultos com problemas de saúde mental. Foi utilizado o levantamento Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS) para avaliar a saúde mental e para situar os indivíduos numa de cinco categorias de 0 dias por mês a 22-30 dias por mês com manifestação de problemas de saúde mental. Perguntou-se aos indivíduos se lhes tinha sido dito por algum médico que tinham asma e se actualmente sofriam de asma. Outros factores considerados incluíram estado geral de saúde, ambiente urbano, idade, género, hábitos tabágicos, obesidade, exercício físico, nível socioeconómico, etnia e estado civil. Todo o banco de dados do BRFSS, com 355.710 indivíduos, foi analisado usando um modelo de regressão logística multinomial para determinar a correlação entre saúde mental e asma. As mulheres referiram pior saúde mental do que os homens, e qualquer história de tabagismo apresentava correlação com uma diminuição na saúde mental, o que também se verificou com mau estado geral, falta de exercício físico e obesidade. A hipótese de asma mostrou uma "resposta à dose" à medida que o número de dias com problemas de saúde mental por mês aumentava de 1,38 em ≤ 1 semana de diminuição na saúde mental para 2.75 em ≥ 3 semanas por mês.
Comentário do Editor: A relação entre a asma e a saúde mental vem sendo sugerida há muitos anos e este estudo adiciona informação significativa para a análise, mas o exacto mecanismo continua por definir. Chun TH, et al. Chest 2008; 134:1176-1182.

3. RELAÇÃO ENTRE A DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) E A DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) NOS CUIDADOS PRIMÁRIOS NO REINO UNIDO.
Identificaram-se os doentes com um primeiro diagnóstico de DRGE ou DPOC no banco de dados do UK General Practice e comparou-se a incidência da combinação DRGE/DPOC no grupo diagnosticado com a verificada num grupo de controlos saudáveis ao longo de 5 anos de follow-up. Também se avaliaram o uso de medicação, as comorbilidades, os dados demográficos e o estilo de vida. O risco relativo de DPOC em doentes com DRGE foi de 1,17 enquanto que o risco de DRGE em doentes com DPOC foi de 1,46. Os doentes mais idosos (≥ 70 anos) com DRGE tinham 3,7 vezes mais probabilidade de ser diagnosticados com DPOC do que os controlos. Um diagnóstico anterior de asma também foi associado a um risco aumentado de DPOC em doentes com DRGE (razão de probabilidade 10,9).
Comentário do Editor: A complexa inter-relação entre DRGE, asma e DPOC deve ser cuidadosamente examinada ao avaliar o diagnóstico do doente e a medicação de que necessita. García-Rodríguez LA, et al. Chest 2008; 134:1223-1230.

4. PERFIL CLÍNICO E MOLECULAR DUMA NOVA SÉRIE DE DOENTES COM SÍNDROME DE DESREGULAÇÃO IMUNE, POLIENDOCRINO-PATIA, ENTEROPATIA E X-LIG (IPEX): CORRELAÇÃO INCONSISTENTE ENTRE A EXPRESSÃO DA PROTEÍNA FOXP3 E A GRAVIDADE DA DOENÇA.
A IPEX é uma doença rara, causada por mutações no gene FOXP3, e que se caracteriza por um conjunto de sintomas, incluindo diarreia, dermite crónica, diabetes e tiroidite. A FOXP3 expressa-se principalmente nas células T reguladoras, mas também nas células T efectores. A FOXP3 deficiente compromete tolerância imune. Catorze doentes com IPEX recente foram avaliados para mutações e nível de expressão da FOXP3. Em sete destes doentes observaram-se mutações do gene FOXP3 anteriormente identificadas, enquanto que nos outros sete se observaram novas mutações. Em cinco dos oito doentes com IPEX testados, os níveis da proteína FOXP3 não foram afectados, embora se verificassem mutações da FOXP3 e elevação da IgE e dos eosinófilos. O diagnóstico da IPEX deve basear-se na análise genética para mutações na FOXP3 em vez de nas medições da proteína FOXP3.
Comentário do Editor: Embora a IPEX seja relativamente rara, as crianças com enteropatia ou diabetes e IgE elevada devem ser genotipadas para FOXP3. Gambineri E, et al. J Allergy Clin Immunol 2008; 122:1105-1112.

5. PREVENÇÃO DAS SEQUELAS CLÍNICAS DA PRODUÇÃO EXCESSIVA DE PROSTAGLANDINA D2 (PGD2) ASSOCIADA À DOENÇA DA ACTIVAÇÃO MASTOCITÁRIA.
A doença da activação mastocitária (DAM) produz sintomas semelhantes aos da mastocitose sistémica (MS), nomeadamente flushing, palpitações, tonturas, síncope e dor torácica. A anafilaxia idiopática ou induzida por exercício também pode produzir sintomas semelhantes aos da DAM. Esta revisão retrospectiva de quarto doentes com libertação excessiva de prostaglandina D2 (PGD2) visou determinar se era causada pela DAM. Nenhum dos doentes evidenciava MS nas biópsias de medula óssea nem libertavam histamina durante as exacerbações. Os níveis basais de PGD2 eram normais a ligeiramente elevados, mas aumentaram significativamente durante os episódios de activação. O tratamento com aspirina melhorou os sintomas.
Comentário do Editor: A controversa quanto a se a DAM é uma entidade separada da anafilaxia idiopática mantém-se, mas a ausência de libertação de histamina nestes doentes com DAM pode ser distinta. Butterfield JH and Weiler CR, Int Arch Allergy Immunol 2008; 147:338-43.

6. EVIDÊNCIA DE UM PAPEL CAUSAL DA INFECÇÃO PELO VIRUS DE INVERNO DURANTE A PRIMEIRA INFÂNCIA NA ASMA DA CRIANÇA.
A bronquiolite na infância tem sido associada ao posterior aparecimento da asma e frequentemente associada a infecções virais do aparelho respiratório, podendo, assim, supor-se que a estação do ano em que se nasce pode influenciar o risco de asma. A fim de testar esta hipótese, estudaram-se as histórias clínicas de 95.310 crianças desde o nascimento até cerca dos 5 anos e meio de idade, procurando uma correlação entre a idade do primeiro pico de infecção viral de inverno e o desenvolvimento de alto risco de asma, definido por uma ou mais hospitalizações ou visitas a Serviços de Urgência, ou a medicação com corticosteróides. Os bebés com idades dos 118 aos 126 dias aquando do primeiro pico viral tinham o maior risco de bronquiolite significativa e os com idades dos 118 aos 131 dias aquando do primeiro pico viral tinham uma probabilidade cerca de 30% maior de alto risco de asma do que os bebés cujo pico ocorria ao ano de idade. A idade de maior risco mudou em sincronia com d variação das datas dos picos de infecções virais. A bronquiolite viral perto dos 4 meses de idade podia produzir uma inflamação crónica com efeitos prolongados no desenvolvimento pulmonar e na maturação imune.
Comentário do Editor: A correlação significativa entre a idade aquando da ocorrência do primeiro pico de infecção viral de inverno e a incidência de asma sugere um forte potencial para intervenção terapêutica e para evitar infecções neste grupo de crianças. Wu P, et al. Am J Resp Crit Care Med 2008; 178:1123-1129.

7. CORTICOSTERÓIDES INALADOS (CSI) EM DOENTES COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) ESTÁVEL.
A DPOC afecta 10-15 milhões de pessoas nos Estados Unidos, onde é a quarta causa de morte. Esta meta-análise da literatura existente sobre o uso de CSIs por doentes com DPOC estável centrou-se em 11 ensaios aleatórios e controlados envolvendo um total de 14.426 participantes. O uso de CSI não diminuiu a mortalidade durante os períodos de follow-up de até 3 anos e esteve associado a um aumento de 34% da incidência de pneumonia. No entanto, os CSIs melhoraram a qualidade de vida na DPOC mas não melhoraram o índice de fracturas. A análise enfermou de algumas limitações uma vez que nem sempre se verificou uma distinção inequívoca entre pneumonia e exacerbações de DPOC, havendo considerável diversidade no tipo e dosagem de CSI usados. Assim, é sempre necessário avaliar os riscos do aumento de infecções respiratórias na DPOC e os benefícios da melhoria na qualidade de vida.
Comentário do Editor: Apesar das limitações desta meta-análise, os resultados levantam importantes questões sobre o uso de CSIs para tratar DPOC estável. Drummond MB, et al. JAMA 2008; 300:2407-2416.

8. A ASMA E OS SINTOMAS ALÉRGICOS SYMPTOMS EM RELAÇÃO À ENDOTOXINA DOS ÁCAROS DOMÉSTICOS: FASE II DO INTERNATIONAL STUDY ON ASTHMA AND ALLERGIES IN CHILDHOOD (ISAAC II).
Seis centros em cinco países forneceram dados sobre a incidência de asma e de atopia em 840 crianças dos 9 aos 12 anos, relativamente aos níveis de endotoxina na poeira do chão das ala de estar. Foram usados questionários padronizados para os dados demográficos, sibilos, alergia e eczema, e a atopia foi definida como reacção da IgE sérica a um ou mais alergénios aéreos. Em geral, verificou-se uma relação inversa da exposição à endotoxina da poeira neste grupo etário e a asma atópica e não-atópica, mas não à febre dos fenos.
Comentário do Editor: A controvérsia sobre se as endotoxinas protegem contra a asma ou exacerbam esta doença continua, mas este estudo oferece evidência substancial dum efeito protector nas crianças em várias situações. Gehring U et al. Clin Experimental Allergy 2008; 38:1911-1920.

>9. REGULAÇÃO MEDIADA POR ERK DA BIOSSÍNTESE DO LEUCOTRIENO POR ANDROGÉNIOS: UMA BASE MOLECULAR PARA AS DIFERENÇAS DE GÉNERO NAS INFLAMAÇÕES E NA ASMA.
A asma é mais frequente em homens antes da puberdade, mas depois nas mulheres, sugerindo um efeito protector dos androgénios. Os leucotrienos (LTs) são moléculas pró-inflamatórias sintetizadas por 5-lipoxigenase (5-LO) principalmente por neutrófilos (Ns). Os Ns isolados a partir de sangue de mulheres produziu mais LT-B4 do que os isolados a partir de sangue de homens quando estimulado. Nos primeiros, a 5-LO estava localizada no citoplasma e, com a estimulação, passou para o núcleo. Nos Ns dos homens a 5-LO estava presente no citoplasma e no núcleo, mas a localização não se alterou após a estimulação. A localização nuclear da 5-LO depende da dihidrotestosterona (DHT) e a DHT suprime a síntese de LT por Ns isolados a partir de sangue de mulheres. As quinases reguladas por sinal extracelular (ERK1/2) estavam mais activas nos Ns dos homens e a inibição de ERKs tornou a 5-LO citossólica e causou a migração para o núcleo, como nas NPs das mulheres.
Comentário do Editor: O efeito supressor da DHT na 5-LO sugere que o tratamento com antagonistas de LT, como o montelucaste, pode ter de ser optimizado de acordo com o género. Pergola C, et al. Proc Nat Acad Sci 2008; 105:19881-19886.

10. A TERAPIA A LONGO-PRAZO COM ERITROMICINA ESTÁ ASSOCIADA A DIMINUIÇÃO DAS EXACERBAÇÕES DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC).
As exacerbações frequentes em doentes com DPOC causam progressão rápida da doença e prognóstico reservado. Este ensaio aleatório, duplamente-cego e controlado por placebo testou o uso de eritromicina (EM) a longo-prazo para reduzir as exacerbações de DPOC. Os 115 doentes com DPOC e FEV1 30% a 70 % do previsto receberam placebo ou 250 mg de EM duas vezes por dia durante um ano. A maioria dos doentes estavam medicados com corticosteróides no início do estudo e foi-lhes permitido continuar com esses fármacos. Amostras de sangue e de esputo foram analisadas para IL-6, IL-8, proteína-C reactiva e mieloperoxidase, e fez-se espirometria em cada consulta. Os participantes mantinham um diário onde registavam os sintomas e reportavam as exacerbações assim que ocorriam. Um ano de tratamento com EM diminuiu a frequência das exacerbações, a duração e a gravidade dos sintomas e não causou efeitos secundários adversos. Não se verificaram alterações no FEV1, nos marcadores inflamatórios do esputo, nem na colonização bacteriana.
Comentário do Editor: O uso da terapia macrolida parece estar indicado como um modo bem tolerado de reduzir as exacerbações da DPOC. Seemungal TAR, et al. Am J Resp Crit Care Med 2008; 178:1139-1147.

11. A PERMEABILIDADE GASTROINTESTINAL AUMENTADA E A INFLAMAÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS COM DOR ABDOMINAL FUNCIONAL E SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL (DAF/SCI).
Crianças dos 7 aos 10 anos de idade com DAF/SCI foram estudadas para determinar se a gravidade dos sintomas poderia estar relacionada com a permeabilidade e a inflamação gastrointestinais (GI). Os critérios Pediatric Rome II para DAF e SCI foram usados para classificar a frequência e a intensidade da dor. A inflamação intestinal foi medida por avaliação dos níveis de calprotectina fecal e dos padrões de fezes registados diariamente. O grupo estudado incluiu 109 crianças com DAF/SCI e 66 controlos saudáveis. A calprotectina estava mais elevada nos doentes com DAF/SCI, o que indicava maior inflamação intestinal do que nos controlos. A permeabilidade do GI proximal e do cólon medida por recuperação do açúcar foi maior nos indivíduos com DAF/SCI. Não se observou qualquer correlação entre a permeabilidade GI e os níveis de dor, e a inflamação GI só esteve associada com o aumento da dor relacionada com a actividade.
Comentário do Editor: Os resultados deste estudo sugerem que a relação entre a permeabilidade GI, a inflamação e a dor abdominal em crianças é complexa. Shulman RJ, et al. J Pediatr 2008; 153:646-650.

12. EFEITOS DA MÉDIA DO CONSUMO DE PRODUTOS LÁCTEOS DURANTE A INFÂNCIA NA SAÚDE ÓSSEA NA ADOLESCÊNCIA.
Os suplementos de cálcio aumentam o conteúdo mineral ósseo (CMO) nas crianças durante a fase de crescimento e solidificação óssea, mas há poucos estudos sobre o efeito da ingestão de produtos lácteos no CMO. Este trabalho examina os dados do Framingham Children's Study em termos da ingestão durante a infância comparando com CMO, área e densidade medidos em crianças dos 15 aos 17 anos. O CMO foi determinado por scan de todo o corpo em vez de por CMO que, em crianças, está sujeito a erro nos indivíduos com ossos maiores. As crianças que ingeriam mais de duas doses de produtos lácteos por dia tinham maior CMO e área óssea do que os que ingeriam menos. As crianças que ingeriam mais produtos lácteos e mais de 4 doses diárias de carne ou de outra proteína tinham maior CMO e área óssea.
Comentário do Editor: Este estudo longitudinal dos dados Framingham reitera a importância das proteínas (carne) e dos produtos lácteos adequados na saúde óssea dos adolescentes. Moore LL, et al. J Pediatr 2008; 153:667-673.

13. EFEITOS CLÍNICOS E IMUNOLÓGICOS DA MEDICAÇÃO PREVENTIVA COM ANTI-HISTAMINA H1 DURANTE IMUNOTERAPIA COM VENENO DE ABELHA (ITVA).
Os doentes sob ITVA habitualmente recebem também anti-histamina para reduzir o risco de efeitos secundários alérgicos sistémicos. Neste estudo, comparou-se a eficácia da ITVA na presença do bloqueador do receptor-I de histamina (HR1), levocetirizina (LC), com placebo. Os 54 doentes sob ITVA receberam LC com início dois dias antes da ITVA até ao dia 21 e foram examinados para reacções alérgicas sistémicas (RASs) e imunidade específica do alergénio por teste cutâneo e actividade de células T em cultura. Observaram-se RASs mais frequentemente no grupo de placebo, que também recorreu mais a medicações SOS. A eficácia da ITVA não se alterou com a administração de LC.
Comentário do Editor: A potencial contribuição do tratamento com anti-histamina para desenvolvimento da tolerância aos alergénios carece de melhor definição. Muller UR, et al. J Allergy Clin Immunol 2008; 122:1001-1007.

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World Allergy Congress (WAC) 2009 - Buenos Aires, Argentina, 6 a 10 de dezembro de 2009

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Envio de resumo: 11 de maio 2009
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Inscrição antecipada: 11 de maio de 2009
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Revisão de livro médico

Janeway's Immunobiology, Sétima Edição
2007 Garland Science / Taylor & Francis Group
Edited by Kenneth Murphy, Paul Travers and Mark Walport
ISBN: 978-0-8153-4123-9

Publicado por: Garland Science
US$95,95 para livro e CD-ROM

Revisor:
Dr. Sandhya Limaye, MBBS, FRACP, FRCPA
Departamento de Imunologia
Liverpool Hospital
Liverpool, New South Wales
Austrália

Descrição
Reintitulada Janeway's Immunobiology em memória de Charles A. Janeway, que originou esta série clássica, a 17a. edição de Janeway's Immunobiology proporciona uma introdução abrangente e uma visão geral de todos os aspectos do sistema imunológico tanto na saúde quanto na doença. Todos os capítulos foram revisados para a 17a. edição, incluindo-se atualizações em áreas como células NK (citotóxicas), receptores Toll-like, papel da imunodeficiência adquirida na diversidade de anticorpos, apresentação cruzada de antígenos e doença celíaca, para citar apenas alguns deles.

Finalidade
O livro destina-se a aumentar a compreensão do leitor quanto às complexidades do sistema imunológico, apresentado da perspectiva de sua função protetora básica na mediação de interações entre hospedeiro e ambiente. Isso permite uma abordagem regular da discussão de diversos aspectos da imunologia, como alergia, rejeição de enxertos e imunologia tumoral, que são introduzidos como variações no antígeno apresentado.

Público alvo
O livro pretende ser um texto introdutório para um público alvo de estudantes de medicina, estudantes de biologia formados ou não e outros cientistas. Contudo, sua extensa cobertura da imunobiologia inata e adaptativa, a visão geral de imunoensaios in vivo e in vitro para diagnóstico e os capítulos clínicos atualizados asseguram seu apelo para um público leitor mais amplo, que inclui imunologistas clínicos e outros especialistas da área.

Características
A amplitude das informações necessárias para um livro introdutório de imunologia é bem coberta com a organização do testo em partes e capítulos claramente distintos. O estilo do texto é simples e de fácil compreensão, sendo bem complementado por numerosos diagramas em cores e tabelas em quase todas as páginas. As listas de referência extensas e atualizadas ao término de cada capítulo também são providencialmente subdivididas em seções, e direcionam o interesse do leitor para os achados atuais e inovadores da pesquisa, assim como para as revisões abrangentes já publicadas. Cinco apêndices, na maior parte em forma tabular, permitem a inclusão de informações detalhadas, mas de acesso imediato, como antígenos CD e uma lista extensa de citocinas.

A anexação bastante apreciada do CD-ROM, Immunobiology Interactive (Imunologia interativa), desde edições anteriores é novamente um recurso destacado. Inclui todas as figuras e tabelas do livro, no formato de slides para Powerpoint®, proporcionando um recurso inestimável para todos os conferencistas ou apresentações multimídia. Porém, o que tem maior apelo visual no CD-ROM são as animações imunológicas atualizadas e ampliadas e os vídeos com locução.

Avaliação
Este é um excelente livro de imunologia que merece sua reputação na íntegra como padrão fidedigno, preciso e atualizado. É bastante recomendado como introdução à imunologia e também para os que desejam ampliar seus conhecimentos e desenvolver compreensão mais profunda sobre o assunto.

Encontre mais revisões de livros no Website da WAO clicando aqui.

WAO JournalWorld Allergy Organization Journal
Janeiro de 2009

Editorial
A situação da SLIT
Lanny J. Rosenwasser, Johannes Ring

Estudo original
Monitoramento e conduta na asma pediátrica em países asiáticos: Estudo de questionário
Belle Wong, Colin Tan, Bee Wah Lee, Hugo Van Bever e Grupo de estudo APAPARI

Estudo original
Hipersensibilidade a alérgenos alimentares comuns - Investigação sobre sensibilização alimentar em pacientes com alergia respiratória em Calcutá, Índia
Jyotshna Mandal, Mahasweta Das, Indrani Roy, Soma Chatterjee, Minai Chandra Barui e Swati Gupta-Bhattacharya

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