WAO News and Notes - Medical Reviews
Volume 6, Issue 6 Reviews - June 2009
Revisão de Revistas Médicas

Revistas por Gary Hellerman, Ph.D., em colaboração com Richard F. Lockey, MD, Editor Chefe da WAO Web.

1. Segurança e imunogenicidade duma nova vacina contra a tuberculose, MVA85A, em indivíduos infectados com Mycobacterium tuberculosis (M.t.).
Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada com M.t. e as pessoas com infecção latente da tuberculose (ILTB) têm 5-10% de risco de desenvolver tuberculose pela reactivação da bactéria adormecida. Foi desenvolvida uma vacina de subunidade recombinante da MVA (Modified Vaccinia Ankara), a MVA85A, que expressa o antigénio 85A. O objectivo deste estudo é o de avaliar a sua segurança e eficácia em pessoas com ILTB. Os participantes (n = 12) estavam de boa saúde e tinham ILTB definida por um teste positivo para IFN-gama em células de sangue periférico expostas in vitro a antigénios de M.t., mas sem evidência clínica de TB (e.g., raio-X do tórax anómalo). Os indivíduos foram vacinados com MVA85A intracutânea. Foram colhidas amostras de sangue no decurso das 52 semanas do estudo e fez-se uma tomografia de alta-resolução antes da vacinação e novamente 10 semanas depois. Os indivíduos não referiram reacções adversas durante os 7 dias após vacinação, e não se verificaram alterações nos marcadores inflamatórios nem nas tomografias. Ocorreu uma forte resposta imune a IFN-gama e a IL-2 que continuou durante 52 semanas.

Comentário do Editor: Este estudo mostra que a vacina MVA85A pode ser usada com segurança e eficácia em pessoas com infecção por tuberculose latente.
Sandler CR et al., Am J Resp Crit Care Med 2009;179:724-733. Ver também o editorial de Dockrell HM & Zhang Y, pp. 628-629 (Resumo não disponível)

 

2. Lesões não-fatais relacionadas com quedas associadas a cães e gatos – Estados Unidos, 2001-2006.
As quedas são a principal causa de lesões não-fatais nos E.U.A. e levaram 8 milhões de pessoas a Serviços de Urgência em 2006. O Center for Disease Control (CDC) examinou as estatísticas do Programa de Todas as Lesões para 2001—2006 do National Electronic Injury Surveillance System e encontrou uma média anual de 86.629 de lesões relacionadas com quedas atribuíveis a cães e gatos, cabendo aos cães uma quota de 88%; as mulheres têm mais do dobro de probabilidades de vir a sofrer uma lesão do que os homens. A maioria destas lesões ocorreu em casa ou na área imediatamente à saída de casa.

Comentário do Editor: Os gatos e os cães não causam apenas alergias, mas estão também associados a lesões relacionadas com animais de estimação.
Stephens JA, MMWR 2009;58:277-281.

 

3. A vitamina D para além dos ossos na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).
A vitamina D regula genes associados com os sistemas cardiovascular e imune, e ainda dos envolvidos na homeostase óssea e do cálcio. Este artigo sobre Perspectiva Pulmonar avalia o potencial da vitamina D no tratamento da DPOC. Os dados do 3º USA National Health and Nutrition Survey mostram uma relação inversa sugestiva mas não estatisticamente significativa entre os níveis séricos da forma circulante de vitamina D, 25-hidroxivitamina D (25OHD) e FEV1/FVC. Este é o único estudo que compara a função pulmonar com os níveis de 25OHD. Mais de 50% dos doentes com doença pulmonar avançada tinham deficiência de vitamina D e 68% de um grupo de doentes com DPOC tinham osteoporose ou osteopénia. A deficiência de vitamina D pode resultar num aumento de infecções respiratórias que podem ser associadas com exacerbações graves de DPOC. A fraqueza muscular é uma característica comum dos doentes com DPOC e melhorias na força muscular e equilíbrio nos idosos foi demonstrada com suplementação de vitamina D.

Comentário do Editor: A vitamina D e o cálcio estão indicados para ajudar a prevenir e tratar a osteopénia e a osteoporose em doentes com DPOC. Talvez a vitamina D seja também útil no tratamento da DPOC.
Janssens W et al., Am J Respir Crit Care Med 2009;179:630-636.

 

4. Níveis séricos de vitamina D e marcadores de gravidade da asma infantil na Costa Rica.
Um grupo de 616 crianças costa- riquenhas com idades dos 6 aos 14 anos e com asma diagnosticada por médicos participaram neste estudo. Os níveis séricos da forma circulante de vitamina D, 25-hidroxivitamina D (25-OHD), eram insuficientes (entre 20 e 30 ng/ml) em 24% das crianças e deficientes (<20 ng/ml) em 3,4%. Fizeram-se análises estatísticas para modelos não-ajustados e multivariados. Os níveis séricos de 25-OHD foram inversamente proporcionais à IgE sérica, à contagem de eosinófilos no sangue periférico e à hiper-resposta à metacolina. A IgE específica e as reacções aos testes cutâneos a ácaros foram também inversamente proporcionais aos níveis séricos de vitamina D. Os níveis mais elevados de 25-OHD estiveram associados com uma menor incidência de hospitalizações por asma, comparativamente com o ano anterior ao estudo.

Comentário do Editor: São necessários mais ensaios clínicos com maior número de participantes para determinar se a suplementação com vitamina D pode diminuir a gravidade da asma ou mesmo prevenir a sua ocorrência.
Brehm JM et al., Am J Respir Crit Care Med 2009; 179:765-771. Ver também o editorial de Devereux G et al., pp. 739-740 (Resumo não disponível)

 

5. Alergológica - 2005, uma compilação de informação epidemiológica, clínica e sócio-económica dos doentes alérgicos em Espanha.
Este é um número especial do Journal of Investigative Allergology and Clinical Immunology, o órgão oficial da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica. Dados de 4.991 doentes tratados por 340 alergologistas em toda a Espanha, em 2005, foram recolhidos, analisados e resumidos neste trabalho, que compreende uma introdução e 11 artigos. Um estudo semelhante foi publicado em 1992 e a nova informação nesta Alergológica - 2005 é avaliada em comparação com os dados anteriores. Uma descrição das características clínicas e epidemiológicas dos doentes; a situação (rinoconjuntivite, asma, urticária/angioedema, dermite atópica e de contacto, alergias alimentares e medicamentosas, alergias a picadas de insectos, etc.); região geográfica; variabilidade sazonal; procedimentos diagnósticos usados; métodos de tratamento e de prevenção; efeitos da doença alérgica na qualidade de vida, actividades laborais e de lazer; e aspectos da infra-estrutura de saúde que afectaram os resultados são apresentados nesta série de artigos.

Comentário do Editor: Esta colecção de artigos sobre as doenças alérgicas na Espanha oferece um enquadramento útil para outros países desenvolverem bancos de dados semelhantes.
J Invest Allergol Clin Immunol 2009;19s2:1-68.

 

6. Modulação de células dendríticas (CDs) usando o factor estimulante de colónias de granulócitos-macrofagos (FEC-GM) atrasa a diabetes tipo 1(DT1) ao acentuar a função das células T CD4+CD25+.
A hipótese levantada neste artigo é a de que é possível prevenir a DT1 alterando a activação das CDs para suprimir as células T efectoras CD4+ que destroem as células beta pancreáticas. As CDs podem induzir as células T reguladoras (Tregs) CD4+CD25+ que bloqueiam a autoimunidade. A injecção de ratos diabéticos não-obesos (DNO), um substituto para a DT1humana, com FEC-GM antes da ocorrência da diabetes atrasou significativamente o início da doença. As CDs de ratos DNO tratados com FEC-GM tiveram níveis reduzidos de citocinas inflamatórias e aumentados de IL-10, relativamente a ratos não-tratados, e tratamentos repetidos com FEC-GM prolongaram a supressão da DT1. A população de Tregs nos ratos tratados com FEC-GM foi alargada e a transplantação dessas células em ratos não-tratados preveniu a DT1. Mesmo em estadios mais tardios da doença, após ocorrência de insulite, o FEC-GM conseguiu prevenir a hiperglicémia.

Comentário do Editor: A susceptibilidade à DT1 pode estar associada com defeitos das CDs que poderão ser corrigidos com o FEC-GM.
Cheatem D et al., Clin Immunol 2009;131:260-270.

 

7. A produção de PBMC IFN-γ mediada por células NK dependentes de células acessórias está defeituosa na infecção por VIH.
A co-infection de doentes VIH-positivos com o virus da hepatite C (VHC) é frequente. A resposta antiviral inata depende da activação das células dendríticas mielóides (CDM) das células exterminadoras naturais (NK), que podem estar defeituosas nos doentes infectados com VIH ou VHC. Neste estudo, células mononucleares do sangue periférico, (CMSPs), foram isoladas a partir de doentes VIH +, HCV+ ou VIH / VHC + e analisadas para números de células NK e produção de IFN-γ em resposta à activação das DCs com poli (I:C). As CMSPs de indivíduos VIH + e VIH / VHC + mostraram diminuição do IFN-γ e dos números de células NK. A incubação com IL-12 de CMSPs tratadas com poli (I:C) restabeleceu os níveis de IFN-γ, o que indica que o defeito está na activação nas células NK dependentes e não na activação directa de IL-12. As CMSPs de doentes VIH + tinham menos células dendríticas mielóides do que os controlos, o que pode, em parte, explicar os números mais baixos de NKs.

Comentário do Editor: A recuperação dos números de CDMs em doentes com SIDA pode ser um viável objectivo terapêutico.
Yonkers NL et al., Clin Immunol 2009;131:288-297.

 

8. A MUC5AC  induzida pela interleucina-13 é regulada pela via 15-lipoxigenase 1 (15LO1) nas células epiteliais brônquicas humanas.
Os asmáticos têm níveis mais elevados de 15LO1 e MUC5AC nas células epiteliais das mucosas, comparativamente com indivíduos saudáveis. A IL-13 induz 15LO1 e MUC5AC. As culturas tri-dimensionais ex vivo de células epiteliais em interface de ar-líquido foram preparadas a partir de espécimens de broncoscopia de doentes asmáticos e de indivíduos saudáveis sem doença respiratória. A expressão da proteína 15LO1 (mas não do mRNA) foi mais elevada nos asmáticos, aumentando com a gravidade. A expressão aumentada de MUC5AC co-localizada com a 15LO1 aumentada nas secções 3D de células epiteliais brônquicas, e a adição do metabólito activo primário da 15LO1, ácido 15-hidroxieicosatetraenóico (15-HETE), teve um efeito semelhante. A adição de IL-13 às culturas de células epiteliais estimularam a expressão de 15LO1 e MUC5AC tanto nos espécimens de indivíduos saudáveis como nos dos doentes asmáticos, sendo esta expressão evitada na presença de um inibidor de 15LO1. SiRNA vs. 15LO1 também bloqueou a expressão de MUC5AC induzida por IL-13.

Comentário do Editor: Os inibidors de 15LO1 podem constituir uma útil terapêutica adjuvante no tratamento de doenças respiratórias crónicas.
Zhao J et al., Am J Resp Crit Care Med 2009;179:782-790.

 

9. Os polimorfismos do receptor adrenérgico β2 afectam a resposta ao tratamento em crianças com exacerbações graves de asma.
A mutação no receptor adrenérgico β2 (RA-β2) na posição 16 dos aminoácidos que resulta mais em glicina (Gly/Gly) do que em arginina (Arg/Arg ou Arg/Gly) tem sido associada com resposta acentuada à terapêutica com o agonista RA-β2. Neste trabalho, 37 crianças dos 2 aos 18 anos de idade, hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos (UCI) com exacerbações graves de asma, foram genotipadas para RA-β2 SNPs na posição 16. As crianças com o genotipo Gly/Gly ficaram significativamente menos tempo nos UCI, necessitaram de terapêutica com menos albuterol e oxigénio e tiveram menor probabilidade de necessitar de RA-β2 i.v. do que as crianças com os genotipos Arg/Gly ou Arg/Arg.

Comentário do Editor: O debate sobre diferentes polimorfismos do receptor adrenérgico β2 continua. A determinação do genotipo RA-β2 em crianças com asma grave pode ser útil na avaliação do regime de tratamento.
Carroll CL et al., Chest 2009;135:1186-1192.

 

10. Epinefrina (Epi) e dexametasona (Dex) em crianças com bronquiolite.
Um estudo multicentro, duplamente-cego e controlado por placebo avaliou em 800 bebés, com idades das 6 semanas a 12 meses, de 8 serviços de urgência pediátrica (UP) canadianos, a eficácia de terapia combinada com Epi/Dex para tratar bronquiolite. Os bebés foram avaliados na UP, usando uma pontuação (de 4 a 15) de um índice (RDAI) de sofrimento respiratório, e designados aleatoriamente para um de quatro grupos (~200/grupo). Um grupo recebeu Epi nebulizada (3 ml duma solução a 1:1000) e 6 doses orais de Dex (1.0 mg/kg de peso); o segundo grupo recebeu apenas Epi; o terceiro grupo Dex apenas; e o quarto grupo apenas placebo. O primeiro dado registado foi o internamento hospitalar até 7 dias após inscrição no estudo; os outros dados incluíram alterações nas frequências cardíaca e respiratória, pontuação RDAI, saturação de oxigénio, tempo até à alta da UP ou do hospital e regresso do doente por sintomas de bronquiolite até 22 dias após inscrição no estudo. Os bebés dos grupos Epi e Epi/Dex tiveram pontuações RDAI e frequência respiratória significativamente mais baixas do que os do grupo de placebo. Os eventos adversos foram pouco frequentes e sem diferenças significativas entre grupos. A terapia combinada com Epi/Dex produziu uma redução de 35% do risco relativo para hospitalização independente da gravidade da doença. Os bebés do grupo de terapia combinada também tiveram alta mais cedo e recuperaram mais rapidamente do que os do grupo de placebo.

Comentário do Editor: A combinação de Epi nebulizada e Dex oral parece ser melhor para crianças com bronquiolite.
Plint AC et al., New Engl J Med 2009;360:2079-2089.

Critica de Livro Médico

Título: Cancer Vaccines and Tumor Immunity
Orentas RJ; Hodge JW; and Johnson B. - Editors
2008 Wiley-Liss
ISBN: 978-0-470-07474-9 (hardcover); 978-0-470-17010-6 (e-book)
Preço: US$125

Disponível em: Wiley
Hardcover
E-book download

Crítico:
Veronica A Preda, MB BS BSc (Hon)
Campbelltown Hospital
Sydney, New South Wales
and
Skin & Cancer Foundation Australia
Darlinghurst, New South Wales,
Austrália

Descrição
Este texto oferece uma visão abrangente das áreas actualmente exploradas no desenvolvimento da imunoterapia oncológica, nomeadamente a capacidade do sistema imunitário para reconhecer e eliminar células malignas. Trata-se de uma compilação, de autores que lideram estas áreas, que torna acessível a expansão exponencial do conhecimento dos mecanismos imunes, do crescimento de tumores e do potencial para o seu controlo. Os autores traduzem as descobertas científicas básicas em investigação e experimentação humana tangível, levando à actual fronteira de crescente aplicação clínica. Discutem-se novos caminhos para futuros ensaios clínicos.

Propósito
O objectivo é proporcionar ao investigador dedicado à oncologia, ao académico e ao médico uma perspectiva concisa do emergente campo das vacinas para cancro e da imunidade tumoral. Contribuições de inúmeras fontes neste campo guiam o leitor na actual encruzilhada do entendimento do cancro e das bases para a manipulação terapêutica. Fundamentalmente, exploram-se as bases do cancro humano e as interacções hospedeiro-tumor, focando cada uma das potenciais vias terapêuticas. Central a este tema é a vacinação eficaz, o que requer a identificação de alvos proteínas/peptídeos apropriados por oposição à prejudicial resposta imune reguladora das células T.

Audiência
Imunologistas investigadores, oncologistas, investigadores clínicos e colegas interessados nos últimos desenvolvimentos que rapidamente vão aumentando o arsenal terapêutico.

Características
Este texto é uma ponte que descreve o trabalho pioneiro já integrado na utilização clínica e leva à exploração das importantes áreas da vacinação e imunoterapia do cancro. Também é mencionado o fascinante historial da imunoterapia em oncologia, incluindo o papel inovador da terapia de Bacillus Calmett-Guerin (BCG) no cancro da bexiga.

O texto compreende quarto áreas principais. A primeira é sobre terapêutica adjuvante a acentuar a resposta endógena imune. Aborda o conhecimento actual e o crescente reconhecido papel da complexa interacção dos sistemas imunes inato e adaptativo com, por exemplo, os receptores toll-like e a vacinação. A segunda, a terapia específica aos antigénios com nova apresentação de antigénios de peptídeos e proteínas. Exemplos no domínio desta investigação incluem o melanoma e os cancro da mama e do colo do útero. Descreve-se a terapêutica baseada em polipeptídeos e a doença maligna associada ao EBV. Na terceira, discute-se a terapêutica à base de células para indução de imunidade tumoral. Algumas aplicações incluem a terapia de anticorpos monoclonais para potenciar a imunidade tumoral no cancro da mama ou a depleção de células T reguladoras após transplante de células estaminais hematopoiéticas para promover a reconstituição das células T. O texto termina com uma quarta área que detalha respostas clínicas eficazes e estratégias de monitorização.

Avaliação
Os avanços tecnológicos permitiram uma maior flexibilidade na capacidade de produzir várias vacinas e o potencial para manipular o sistema imunológico para fins terapêuticos. Este livro enfatiza a rápida mudança e a natureza dinâmica desta área da investigação oncológica baseada na imunologia, incluindo exemplos de avanços recentes na vacinação para cancro do colo do útero e melanoma. É um recurso excelente. Apesar da sua complexidade, este tópico foi dividido em acessíveis resumos com as mais recentes promessas de potencial controlo do cancro e busca de terapêuticas curativas com tratamentos direccionados.

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