WAO Notícias e Lembretes - Revisões Médicas
Volume 7, Número 6 Revisões - Julho de 2009
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Revisões de periódicos médicos

Gary Hellerman, PhD, em colaboração com Richard Lockey, MD, Editor-chefe do Web site da WAO, realizou estas revisões dos principais artigos para alergistas. Leia as três principais escolhas abaixo e acesse as revisões restantes no menu. Você também pode visitar a seção Medical Journal Review do Web site da WAO.

Para ler as traduções das últimas revisões do Medical Journal, clique aqui.

1. Exploração da associação entre infecção grave pelo vírus sincicial respiratório (RSV) e asma (A).
O RSV causa A ou os lactentes que mais tarde desenvolvem A têm genótipo que predispõe à A e os torna mais suscetíveis à infecção grave por RSV? Essa questão é explorada nesse estudo baseado na população dos dados de hospitalização de todos os gêmeos dinamarqueses nascidos vivos entre 1994 e 2000 (8280 pares de gêmeos). O diagnóstico de infecção por RSV foi baseado em diagnóstico hospitalar e/ou na identificação do RSV por ELISA. A presença de A foi avaliada por diagnóstico da alta hospitalar e por questionários para os pais. Entre as crianças com infecções por RSV, 50% foram hospitalizadas antes de 6 meses de vida e 75%, antes de 12 meses. 95% tinham sido hospitalizadas antes de 24 meses. Os gêmeos hospitalizados por RSV tinham maior probabilidade de ter A. Os dados foram submetidos à análise estatística e aos modelos de direção da causa (DOC). Os gêmeos monozigotos apresentaram correlação mais alta para A do que os dizigotos, sugerindo um componente genético na suscetibilidade à doença; para o RSV, porém, não há essa correlação, o que significa que os fatores ambientais têm um papel maior. Quando os dados foram adaptados ao modelo DOC, verificou-se que a melhor adaptação ocorreu para a infecção por RSV que resultou de suscetibilidade subjacente à A, e não ao contrário.
Comentário do Editor: Esses dados corroboram o conceito de que o RSV é associado à A, mas não a causa, implicando o envolvimento de fatores genéticos desconhecidos.
Thomsen SF et al., Am J Resp Crit Care Med 2009; 179:1091-1097. Ver também o editorial de Kuehni e Silverman, pp. 1079-80 (Não há resumo online)

2. Concentrações urinárias de cisteinil leucotrienos (CysLTs) em crianças com apneia obstrutiva do sono (AOS).
O tecido adenotonsillar de crianças (C) com AOS apresenta altos níveis de CysLTs e de seus receptores, o que pode contribuir para esses transtorno. As C com AOS foram comparadas a C sem evidência de AOS, mas com história de tonsilite recorrente. Os indivíduos com asma, infecção do trato respiratório ou transtornos inflamatórios crônicos foram excluídos em conjunto com os que recebiam anti-histamínicos ou corticosteroides intranasais. Determinou-se um índice de apneia-hipopneia obstrutiva (OAHI) por polissonografia durante a noite e graduação do tamanho da tonsila. As amostras de urina da manhã foram submetidas a testes para CysLTs. Um total de 92 C foram inscritas e os resultados foram avaliados de acordo com o OAHI. As C com OAHI de cinco episódios/hora tinham concentrações urinárias de CysLT significantemente mais altas do que as que tinham AOS leve ou ausente. Os IMCs mais altos e as maiores tonsilas também foram preditores de AOS. Esses dados apoia a hipótese de que a AOS esteja associada a inflamação e a fatores anatômicos, mas não foi possível determinar se a AOS é mais grave por causa do aumento de CysLTs ou se a AOS grave causa aumento de CysLTs.
Comentário do Editor: Este estudo sugere que existe uma ligação entre AOS e inflamação.
Kaditis AG et al., Chest 2009; 135:1496-1501.

3. A imunoterapia com veneno (ITV) reduz grandes reações locais (GRLs) a picadas de insetos.
As GRLs a Hymenoptera ocorrem em 10% dos adultos e têm efeitos expressivos sobre a QOL, que, com frequência, exigem corticosteroides orais. Realizou-se um estudo piloto controlado e de quatro anos para determinar a eficácia da ITV na redução da gravidade das GRLs. Os inscritos tinham história de GRLs e sensibilidade cutânea a veneno. Os que tiveram anafilaxia por picada anterior foram excluídos. À entrada no estudo, foi realizada uma provocação com picada e apenas os que tiveram enduração da pele de pelo menos 16 cm foram incluídos. Dezenove indivíduos (havia 10 controles não-tratados) atingiram uma dose de manutenção em 7 semanas. As provocações com picada foram administradas e os pacientes registraram o tamanho da enduração 1, 12, 24 e 48 horas depois da picada. Não eram permitidas medicações adicionais (por exemplo, anti-histamínicos) até 48 horas após a picada. O tamanho e a duração das GRLs diminuíram significantemente com o aumento do tempo da ITV. A satisfação dos pacientes foi superior a 90%.
Comentário do Editor: Vários estudos indicam, agora, que a ITV é eficaz para tratar as GRLs induzidas por picadas de Hymenoptera.
Golden DBK et al., J Allergy Clin Immunol 2009; 123:1371-1375.

As 12 revisões encontram-se no site.

WAO Journal

World Allergy Organization Journal
Julho de 2009, Volume 2, Número 7
ISSN: 1939-4551

ARTIGOS ORIGINAIS

Estudo da alergia ao ovo em crianças com dermatite atópica
Tahmineh Salehi, MD; Zahra Pourpak, MD, PhD; Shahnaz Karkon, MD; Raheleh Shokouhi Shoormasti, MSc; Samineh Kamali, MSc; Masoud Movahedi, MD; Mohammad Gharagozlou, MD, e Mostafa Moin, MD

Infecção crônica por vírus do herpes humano 8 tratada com sucesso com valganciclovir
James J. Yun, MBBS; Veronica Preda, MBBS(Hons), BSc(Med), e Brad Frankum, BMed(Hons), FRACP

Diagnóstico de alergia em crianças e adultos, desempenho de um novo dispositivo no ponto de atendimento, ImmunoCAP Rapid
Gunilla Hedlin, MD; Carmen Moreno, MD; Carl Johan Petersson, PhD; Gunnar Lilja, MD; Félix Lorente Toledano, MD; Antonio Nieto García, MD; Lennart Nordvall, MD; Mona Palmqvist, MD; Sabina Rak, MD; Staffan Ahlstedt, PhD, e Magnus P. Borres, MD

O estilo de vida ocidental e a maior prevalência de doenças atópicas, um exemplo da pequena ilha Papua-Nova Guiné
Oliver Ch. Herbert, MD, PhD; Ross StC. Barnetson, MD; Wolfgang Weninger, MD; Ursula Krämer, PhD; Heidrun Behrendt, MD, PhD, e Johannes Ring, MD, PhD

O valor preditivo da proteína catiônica eosinófila e da lactato desidrogenase na asma: Estudo comparativo entre soro e catarro
Amina Hamed Ahmad Al Obaidi, PhD; Abdul Ghani Mohamed Al Samarai, MD, PhD; Jasim Al-Janabi, PhD, e Abdulkareem Yahia, PhD

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Revisão de livro médico

Nonallergic Rhinitis
James N. Baraniuk e Dennis Shusterman – Editores
2006 Informa Healthcare (New York)
ISBN: 9780849339912
Preço: US$ 249.00; £ 125.00

Encontrado em Informa Healthcare

Revisor:
Dennis Kim
Fellow, primeiro ano
Departamento de Alergia e Imunologia
University of South Florida College of Medicine e VA Hospital
Tampa, Flórida.

Descrição
A rinite não-alérgica (RNA) é uma síndrome clínica responsável por cerca de 20% a 50% de todas as rinites. Apesar de sua alta prevalência, a RNA é uma entidade mal compreendida em comparação com a rinite alérgica, que tem maior controle de conhecimento no campo da medicina clínica e de pesquisa.

Finalidade
Nonallergic Rhinitis é o último livro da série “Clinical Allergy and Immunology”. Ele representa o interesse crescente em elucidar melhor o paradigma da rinite: alérgica, não-alérgica e mista. Este livro, porém, é o primeiro a focalizar a RNA, e se concentra em epidemiologia, fisiopatologia e tratamento.

Público alvo
Os médicos de todas as especialidades beneficiar-se-ão com a leitura deste livro, porque ele amplia a capacidade de entender e tratar com êxito os pacientes com doença das vias aéreas.

Características
O livro é dividido em tópicos amplos e começa com uma introdução à RNA, apresentando anatomia básica, epidemiologia e diagnóstico com diferencial. Os tópicos seguintes são sobre rinite inflamatória eosinofílica e não-eosinofílica e incluem capítulos sobre transtornos conhecidos, como rinite não-alérgica com síndrome de eosinofilia (NARES) e entidades bem compreendidas, como rinite nos muito jovens ou muito idosos. Um bom ponto é a inclusão de afecções inflamatórias que comprometem o nariz, como infecções virais e bacterianas e doença vasculítica e granulomatosa. Alguns capítulos são dedicados à rinopatia não-inflamatória, incluindo discussões sobre a rinite hormonal e a induzida por ar. O grupo seguinte de capítulos discute as implicações clínicas e fornece informações práticas sobre diagnóstico, com estratégias de tratamento, tanto cirúrgicas, quanto clínicas. O livro termina com uma seção sobre problemas clínicos associados, que levanta a interessante perspectiva de como a RNA está ligada a outros transtorno clínicos comuns, como síndrome da fadiga crônica, apneia obstrutiva do sono, disfunção das cordas vocais, reflexo da tosse e outras funções de quimiossensação.

Avaliação
Os Drs. Baraniuk e Shusterman, coeditores deste livro, publicaram um texto importante que proporciona uma compilação de conhecimento sobre a RNA. A experiência fornecida por esses autores distinguidos, tanto dos Estados Unidos como de outras partes, permite que o livro preencha um hiato importante na pesquisa e na prática clínica.

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