WAO Notícias e Lembretes - Revisões Médicas
Volume 5, Número 10 Revisões - Outubro de 2008
Apresentando o novo visual do Website da WAO em www.worldallergy.org
Revisões de periódicos médicos

Prof. Richard F. Lockey, MD, Editor Chefe da Web da WAO e Editor Convidado, Mark Glaum MD PhD, revisaram os principais artigos médicos para alergistas. Leia as três principais escolhas abaixo e para ver as outras seis revisões, clique aqui.

Para ler as traduções das últimas revisões de periódicos de medicina, clique aqui.

1. O USO DE CORTICOSTEROIDES INALATÓRIOS É ASSOCIADO À REDUÇÃO DA MORTALIDADE CARDIOVASCULAR E POR TODAS AS CAUSAS EM MULHERES ASMÁTICAS
O uso de corticosteroides inalatórios(CI) reduz o risco de exacerbações da asma e pode diminuir a mortalidade por todas as causas. Nos anos 70, o Nurses' Health Study (NHS, Estudo de Saúde de Enfermeiros) inscreveu 121.700 enfermeiros padrões com idades entre 33 e 55 anos. Em 1998, os participantes asmáticos do NHS receberam questionários complementares sobre o diagnóstico de asma e o uso de CI. A mortalidade foi avaliada até 2003 e a razão de probabilidades (RPs) de óbito foram corrigidas por idade, gravidade da asma, tabagismo, cardiopatia, câncer, acidente vascular cerebral, uso de aspirina e estatina. Das 2671 mulheres elegíveis que responderam a pesquisa de 1998, 2270 (85%) satisfizeram os critérios de asma persistente e 1442 (54%) relataram o uso de CI. Em comparação com as mulheres asmáticas que não usavam CI, as que receberam essa terapia tiveram menor risco de mortalidade por todas as causas (RP, 0,58; intervalo de confiança [IC] de 95%], 0,36-0,92) e de morte cardiovascular (PR, 0,35; IC de 95% CI, 0,13-0,93), porém não houve redução nos óbitos por câncer (RP, 0,66; IC de 95%, 0,32-1,38) ou por outras causas (RP, 0,62; IC de 95%, 0,30-1,27). Comentário do Editor: Os CI podem exercer benefícios anti-inflamatórios que ultrapassam as vias aéreas. Camargo CA, Barr RG, Chen R, Speizer FE. Chest 2008; 134: 546-51.

2. INFECÇÕES EM SÉRIE POR RINOVÍRUS EM LACTENTES COM DOENÇAS RESPIRATÓRIAS RECORRENTES
As infecções virais agudas são uma causa importante de morbidade respiratória e de exacerbações de asma em lactentes e crianças pequenas. Este estudo examina a etiologia viral das doenças respiratórias em um subgrupo de lactentes do estudo Childhood Origins of ASThma (COAST, Origens da asma na infância), uma coorte prospectiva de 300 recém-nascidos com maior risco de desenvolver asma com base na história familiar. Concentrou-se a atenção em lactentes que tinham doenças frequentes (27 lactentes em 285), com cinco ou mais doenças respiratórias moderadas a graves (DMGs) durante o primeiro ano de vida. Nos lactentes com doença frequente, os rinovírus foram mais detectados nos lavados nasais (detectados em 61% dos casos de doença respiratória moderada a grave e em 43% das doenças leves). As infecções por rinovírus ocorreram no início da vida, sendo a média de idade quatro meses à primeira infecção. As síndromes virais prolongadas foram causadas, via de regra, por infecções seqüenciais por cepas distintas de rinovírus, em oposição à infecção prolongada por uma única cepa. Comentário do Editor: A infecção pelo rinovírus humano ocorre cedo, predominante e repetitivamente em lactentes com maior risco de asma. Jartti J, Lee W-M, Pappas T, et al. Eur Respir J 2008; 32: 314-20.

3. INFECÇÕES BACTERIANAS EM SERES HUMANOS COM DEFEITOS EM MyD88
MyD88 é uma molécula adaptadora essencial para muitos receptores Toll-like (RTL), que proporciona uma proteção importante na defesa imunológica inata. Este relato descreve uma série de nove crianças com deficiência autorrecessiva de MyD88, que sofreu infecções bacterianas piogênicas recorrentes com risco de vida. Embora os indivíduos fossem suscetíveis à infecção por organismos como Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, eram, de resto, saudáveis com resistência normal às bactérias, vírus, fungos e parasitas mais comuns. A suscetibilidade às infecções bacterianas tendia a melhorar com a idade. Comentário do Editor: Os RTL s dependentes de MyD88 proporcionam proteção importante, ainda que redundante contra certas bactérias piogênicas. Von Bernuth H, Picard C, Jin Z, et al. Science 2008; 321: 691-6.

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World Allergy Congress (WAC) 2009 - Buenos Aires, Argentina, 6 a 10 de dezembro de 2009

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Revisão de livro

Dicionário de Alérgenos de Contato
Autores: Lepoittevin, J.-P., Christophe, L.C.
ISBN: 978-3-540-74164-0

Publicado por: Springer
Preço de tabela: 29,95 € (cerca de US$40,00)

Revisor:
Dr Veronica A Preda, MB BS BSc (Hons)
Professora Associada Conjunta, Faculdade de Medicina, Universidade de New South Wales, Austrália
Sydney South Western Area Health Service Campbelltown Hospital.
Skin & Cancer Foundation Darlinghurst e St Vincent's Hospital.

Descrição
O Dicionário de Alérgenos de Contato é um livro de bolso, tipo brochura, sobre as estruturas das substâncias químicas implicadas na dermatite de contato.

Finalidade
A finalidade do Dicionário de Alérgenos de Contato é familiarizar o leitor com as estruturas das substâncias químicas envolvidas na dermatite de contato alérgica.

Público alvo
A público alvo são os médicos envolvidos no tratamento de pacientes com dermatite de contato e doença cutânea alérgica. Iss inclui os médicos de atendimento primário e os especialistas, como imunologistas e dermatologistas. Em um sentido mais amplo, pode ser útil para os médicos envolvidos com diretrizes e atendimento de pacientes nos setores de saúde e segurança do trabalho e de saúde pública.

Características
Este livro colocou em ordem alfabética as substâncias químicas envolvidas na dermatite de contato. Com listagem a partir do nome químico principal, contém a descrição de cada molécula, juntamente com o número registro do Chemical Abstract Service (CAS), que caracteriza a substância e sua estrutura química. São apresentadas as sugestões de leitura de artigos pertinentes relacionados com a dermatite de contato, com cada molécula "culpada". O Dicionário de Alérgenos de Contato também contém um capítulo sobre o teste de contato, sendo que os produtos do próprio paciente são de relevância clínica.

Avaliação
Este livro tem vários pontos fortes. Lepoittevin e Le Coz foram extremamente detalhistas quanto às estruturas químicas e seus nomes corretos e número CAS das moléculas. O layout simples e o conteúdo conciso completam o prazer da leitura. Em especial, as sugestões de leitura, com uma lista de artigos úteis é uma vantagem. O tamanho do livro não é incômodo e é funcional para consultas constantes.

O principal ponto fraco deste livro é a ordem alfabética por nome químico. Do ponto de vista clínico, a ordem po nome químico torna a leitura difícil e faz com que o material de consulta não seja prático. Na maioria dos contextos clínicos, o nome químico não é conhecido, sendo disponível apenas o item agressor que contém diversos alérgenos de contato possíveis. A indexação poderia ser melhor pelos produtos envolvidos na alergia de contato, seguidos pelo nome químico. Por exemplo, os cabeçalhos poderiam incluir cosméticos, produtos para o cabelo, corantes de roupas, substâncias químicas em calçados, terapias cutâneas tópicas usadas no campo médico, tintas, lacas, adesivos químicos, etc.

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