WAO News and Notes - Medical Reviews
Volume 5, Número 11 Revisões - Novembro de 2008
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Revisões de periódicos médicos

O Prof. Richard F. Lockey, MD, Editor Chefe da Web da WAO revisou os principais artigos médicos para alergistas. Leia as três principais escolhas abaixo e para ver as outras 13 revisões, clique aquí.

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1. EFEITO DA FARMACOTERAPIA SOBRE O ÍNDICE DE DECLÍNIO DA FUNÇÃO PULMONAR NA DPOC - RESULTADOS DO ESTUDO TORCH
Este estudo investiga os efeitos da combinação de salmeterol (S) 50 g e propionato de fluticasona (F) 500 g (SF), S ou F sozinhos ou placebo (P), sobre o índice de declínio de VEF1 depois de uso de broncodilatador em pacientes com DPOC moderada ou grave. 5.343 de 6.112 pacientes do Estudo TORCH foram incluídos na análise de dados randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo. A espirometria foi realizada a cada 24 semanas durante três anos e houve 26.539 observações em tratamento. O índice corrigido de declínio do VEF1 foi 55 ml/anos para P, 42 ml/ano para S, 42 ml/ano para F e 39 ml/ano para SF (intervalo de confiança de 95%, 7-25; P < 0,001). Os índices de declínio foram semelhantes entre os grupos de tratamento ativo. Os índices de declínio foram os maiores em fumantes e em pacientes com índice de massa corporal inferior. O tratamento com SF ou S ou F reduz o índice de declínio do VEF1 em pacientes com DPOC moderada a grave. Comentário do Editor: O tratamento com S, F ou SF diminui o declínio do VEF1 na DPOC. Celli BR, et al., Am J Respir Crit Care Med 2008;178:332. (editorial: a Suissa, pp. 322)

2. ESTUDO DE QUATRO ANOS COM TIOTRÓPIO (T) NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)
Este estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo comparou quatro anos de terapia com T ou placebo (P) em pacientes com DPOC que puderam usar todas as medicações respiratórias, exceto agentes anticolinérgicos inalatórios. Os participantes foram um total de 5993 pacientes (média de idade, 65 ± 8 anos) com VEF1 média de 1,32 ± 0,44 litros depois de broncodilatação (48% do valor previsto). 2987 foram designados para receber T e 3006, P. A melhora absoluta média do VEF1 no grupo de T foi mantida, em comparação com o P (P < 0,001). Depois do Dia 30, as diferenças entre os dois grupos do índice de declínio do VEF1 médio antes e depois de broncodilatação não foram significantes. A pontuação total absoluta média do St. George's Respiratory Questionnaire (SGRQ, Questionário respiratório de St. George) foi inferior no grupo de T em cada ponto do tempo durante todos os quatro anos. Aos quatro anos e 30 dias, T foi associado a redução dos riscos de exacerbação, exacerbações relacionadas e insuficiência respiratória. Os autores concluem que o T é associado à melhora da função pulmonar, da qualidade de vida (QoL) e das exacerbações durante o período de quatro anos, mas não reduz o índice de declínio do VEF1. Comentário do Editor: T é uma medicação excelente para tratar a DPOC. Tashkin DP, et al., N Engl J Med 2008;359:1543.

3. IMUNOTERAPIA COM ALÉRGENO (IA): O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER MISTURADO?
Os alérgenos polínicos de grama são mais suscetíveis às proteases. Os extratos alergênicos de fungos e insetos contem as mais altas concentrações de proteases e devem ser separados dos extratos polínicos, em especial da grama, a menos que o fabricante indique de outra forma. Os alérgenos da grama podem ser misturados com poeira de ácaros fabricada nos EUA em concentrações que levem a desfechos clínicos ideais. Esses extratos de ácaros contem relativamente baixo teor de protease, uma vez que derivam de corpos de ácaro com 99% de pureza, em comparação com os extratos europeus, que contem níveis superiores de protease porque são derivados de culturas exauridas. Um comitê da AAAAI investigou a estabilidade de um extrato que contem poeira de ácaros padronizada, pelo de gato, pólen de ambrosia pequena e pólen de rabo-de-gato. A concentração ideal para imunoterapia manteve a potência por até um ano quando armazenado a 2ºC a 8ºC. Há inclusão de uma figura que indica quais extratos devem ou não ser misturados entre si. Comentário do Editor: Esta é uma dissertação curta e de fácil compreensão sobre os extratos de alérgenos e a compatibilidade em uma vacina mista. Esch RE, J Allergy Clin Immunol 2008;122:659.

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ÍNDICE DO WAOJ
Novembro de 2008, Volume 1, Número 11

Artigo original
Oito anos de graves reações alérgicas na Finlândia: Relato baseado em registro
Soili Mäkinen-Kiljunen; Tari Haahtela

Artigo original
Uma causa incomum de hemorragia subaracnóidea
Yuen Su; Constance Katelaris

World Allergy Congress (WAC) 2009 - Buenos Aires, Argentina,  6-10 December 2009

Revisão de número de periódico

Esofagite eosinófila
Gastrointestinal Endoscopy Clinics of North America
Volume 18, Número 1, Páginas 1-224 (Janeiro de 2008)
Editor convidado: Furuta, G.T.
Consultor de edição: Lightdale, C.D.
ISSN: 1052-5157

Encontrada em : Saunders/Elsevier

Revisor:
Alyson Kakakios MB BS, FRACP
Departmento de Alergia e Inmunología
The Children's Hospital at Westmead
Westmead, Sydney, New South Wales
Australia

Descrição
Este número de "Gastrointestinal Endoscopy Clinics of North America" é bastante oportuno, uma vez que marca a transição da esofagite eosinófila (EE) de uma doença emergente para um transtorno estabelecido, cuja importância gerou duas conferências internacionais e a publicação de recomendações consensuais para diagnóstico e tratamento (Gastroenterology 2007; 133:1342-1363). Este número sobre o nível atual da esofagite eosinofílica deixa vários pontos claros:

  • A esofagite eosinofílica é um transtorno complexo, de natureza verdadeiramente multidisciplinar, que envolve gastroenterologistas, médicos especialistas em adultos e pediatras, patologistas, alergistas, cirurgiões, nutricionistas e cientistas.
  • A EE é uma doença importante, que causa morbidade considerável nos afetados.
  • É uma doença crônica, e poucos pacientes "se livram" dela; na realidade, a EE pode ser o paradigma para uma doença que começa na infância e se estende até a vida adulta.
  • A EE tem incidência e prevalência crescentes com aumento de aproximadamente três vezes durante as últimas duas décadas.
  • Embora ainda haja muito que aprender sobre muitos aspectos da EE, este número sobre essa afecção percorre um longo caminho na direção da compreensão da história natural, patogênese, biomarcadores e modalidades terapêuticas que será muito importante para o desenvolvimento de novos instrumentos diagnósticos e opções terapêuticas para essa doença.

Finalidade
A finalidade deste número é proporcionar uma atualização da EE. Conseguimos isso reunindo um grupo extraordinário de autores de capítulos, cada um dos quais aporta ao tema perspectivas únicas da doença, emergentes de sua área de especialização e pesquisa.

Público alvo
O número destina-se não só aos gastroenterologistas que realizam endoscopias, ainda que esse seja, claramente, o principal público alvo, mas também a pediatras, alergistas e patologistas. Como revisor e imunologista pediátrico ativamente envolvido no tratamento de lactentes, crianças e adolescentes com esse transtorno, espero que este número atinja um público muito mais amplo do que o previsto para esta série.

Características
Como sempre, no formato de "Clinics of North America", cada um dos capítulos tem a contribuição de um ou dois autores, partindo do ponto de vista de seu interesse pelo transtorno, seja clínica, patologia, patogênese, tratamento, diagnóstico, pediatria ou adultos, alergia ou gastroenterologia. Dada a natureza desta "reunião de especialistas" há repetição considerável de fatos e informações, mas também existem subsídios únicos derivados da especialidade de cada autor em particular.

Considerando que isto é "Clínica de Endoscopia Gastrintestinal" não é surpreendente que haja algumas belas fotografias da aparência superficial do esôfago nesse transtorno. Elas são muito importantes para que os que não são gastroenterologistas possam visualizar as alterações do esôfago, como estrias lineares, exsudato, anéis contraídos e estenoses, e para relacioná-las com o quadro clínico. Por exemplo, na página 55, já uma vista endoscópica especialmente interessante de carne compactada na parte distal do esôfago de um adolescente antes assintomático, que mostra com clareza as estrias lineares e o exsudato, condizentes com EE. Também são de interesse especial os capítulos referentes à patogênese básica, manifestações otorrinolaringológicas (novas para mim) e a possível relação entre síndromes de imobilidade do esôfago (inclusive acalásia) e EE. Enfatiza-se a importância de realizar biópsias (5, em lugares diferentes do esôfago) e de analisar essas biópsias com os patologistas. O capítulo final apresenta uma modalidade integrada de tratamento de crianças e adultos com esofagite eosinofílica. Neste artigo, um gastroenterologista pediátrico, um gastroenterologista de adultos e um alergista pediátrico combinam seu trabalho para proporcionar uma abordagem clara e prática para avaliação e tratamento de pacientes com EE.

Avaliação
Este número de Gastrointestinal Endoscopy Clinics of North America reúne especialistas no campo da esofagite eosinofílica de um modo que, até onde sei, é inédito para essa entidade patológica e que proporciona um resumo do nível atual de todas as principais áreas desse transtorno. Como era de se esperar do "Clinics" é quase totalmente voltado para os Estados Unidos, com apenas um autor, Alex Straumann, que não é estadunidense. Contudo, cada capítulo tem boas referências e, de modo surpreendente, o Editor Convidado, Glenn Furuta, renomado especialista em EE, afirma que "a comunidade médica de língua inglesa estaria anos-luz à frente quanto à identificação dessa doença se tivesse reconhecido uma das primeiras descrições publicadas por um gastroenterologista clínico de Olten County, Suíça (Alex Straumann), em 1994". Minha perspectiva como imunologista pediátrico que trabalha em um grande hospital pediátrico público, é de expressivo respeito misturado com certo grau de "inveja" do modo como nossos colegas norteamericanos abraçaram a idéia da abordagem multidisciplinar dessa doença complexa, fascinante, importante e cada vez mais comum, e só posso esperar que este número em particular seja lido com o máximo interesse em todo o mundo, em especial na Austrália, como ele realmente merece. Acho que ele é "obrigatório" para todos os clínicos envolvidos em diagnosticar, tratar e compreender esse transtorno.

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