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World Allergy Organization
WAO's mission: To be a global resource and advocate in the field of allergy, advancing excellence in clinical care through education, research and training as a world-wide alliance of allergy and clinical immunology societies.

Revisões WAO – Escolha do Editor

Julho 2012

Traduzido por Luis Miguel Borrego, MD, PhD
Lisboa, Portugal

Os artigos são selecionados pela sua importância para os clínicos que assistem doentes com asma e com doenças alérgicas/imunológicas pelo Dr. Juan Carlos Ivancevich, Web Editor Chefe da WAO, e pelo Dr. Phillip Lieberman, Editor das revisões da WAO. 

1.  Realçando as mensagens mais comuns das guidelines existentes sobre asma em idade pediátrica

Papadopoulos NG, Arakawa H, Carlsen K-H, Custovic A, Gern J et al. International consensus on (ICON) pediatric asthma. Allergy 2012; 67(8): 976–997.

Abstract

Comentário do Editor: Nesta excelente revisão os autores concluem que o aumento da acessibilidade e promoção da disseminação dos princípios basilares de abordagem clínica, em paralelo com os esforços em incorporar nas guidelines as evidências da medicina baseada na evidência, melhorará a qualidade de vida das crianças com asma, bem como a redução desta epidemia contemporânea.

2.  Modulação dos níveis de Vitamina D no efeito dos corticosteróides inalados na função respiratória e reatividade brônquica em crianças

Wu AC, Tantisira K, Li L Fuhlbrigge AL, Weiss ST, Litonjua A, and for the Childhood Asthma Management Program Research Group. The effect of vitamin D and inhaled corticosteroid treatment on lung function in children. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. 2012; Published online ahead of print on July 2012. doi: 10.1164/rccm.201202-0351OC

Abstract

Comentário do Editor: Os autores concluem que níveis adequados de vitamina D em crianças tratadas com corticosteróides inalados estão associados com melhoria da função respiratória em doentes com asma ligeira a moderada. A monitorização dos níveis de vitamina D e/ou suplementação com vitamina D devem ser considerados durante o tratamento com corticosteróides inalados em crianças com asma.

3.  Descobertas surpreendentes quanto à sensibilização a frutos secos e hábitos de alimentação do lactente

Paton J, Kljakovic M, Ciszek K, Ding P. Infant feeding practices and nut allergy over time in Australian school entrant children. International Journal of Pediatrics 2012; Article ID 675724, 5 pages doi:10.1155/2012/675724

Texto Completo, Acesso Gratuito

Comentário do Editor: Os autores descobriram que crianças que foram amamentadas durante os primeiros 6 meses de vida têm um maior risco de desenvolver alergia a frutos secos, reportada pelos seus pais. Em contraste, um efeito protetor foi descrito em crianças alimentadas com outros alimentos para além de leite materno, nos primeiros 6 meses de vida.

4.  A qualidade do sono está alterada em doentes com rinite alérgica

Colás C, Galera H, Añibarro B, Soler R, Navarro A, Jáuregui I, Peláez A.  Disease severity impairs sleep quality in allergic rhinitis (The SOMNIAAR study). Clinical & Experimental Allergy 2012; 42(7): 1080–1087. doi: 10.1111/j.1365-2222.2011.03935.x

Abstract

Comentário do Editor: Num estudo prospetivo, observacional, multicêntrico, sobre Rinite Alérgica em Espanha, utilizando o Total Symptoms Score (TSS), o Rhinitis Quality of Life Questionnaire (RQLQ), a qualidade do sono pela escala Pittsburgh, e a sonolência diurna usando uma escala baseada na Epworth’s, os autores concluíram que perturbações do sono são comuns em doentes com rinite alérgica. Esta alteração é mais acentuada em doentes mais graves. A obstrução nasal e a asma concomitante podem ser fatores contribuintes.

5.  Manifestações clínicas em crianças com rinossinusite aguda e crónica

Poachanukoon O, Nanthapisal S, Chaumrattanakul U. Pediatric acute and chronic rhinosinusitis: comparison of clinical characteristics and outcome of treatment. Asian Pacific Journal of Allergy and Immunology 2012; 30(2):146-151.

Texto Completo PDF, Acesso Gratuito

Comentário do Editor: Os autores reportam que as queixas mais comuns na rinossinusite aguda e crónica são a tosse e a rinorreia. Não havia diferenças significativas entre os grupos aguda e crónica, exceto pela dor periorbitária e apneia do sono, que foram mais comuns no grupo crónico.

6.  Exposição a tipos específicos de fungos está associada ao desenvolvimento de asma na criança

Reponen T, Lockey J, Bernstein DI, Vesper SJ, Levin L et al. Infant origins of childhood asthma associated with specific molds. The Journal of Allergy and Clinical Immunology 2012; Article in Press, Corrected Proof. doi:10.1016/j.jaci.2012.05.030

Abstract

Comentário do Editor: Existe uma evidência crescente de que os fungos podem ser um estímulo para o desenvolvimento da asma. Os autores, utilizando um método baseado em DNA para análise de fungos, com modelos múltiplos e análise estatística, demonstraram que 3 espécies de fungos Aspergillus ochraceus, Aspergillus unguis e Penicillium variabile, estão associados com o desenvolvimento de asma.

7.  Interação entre duas proteínas essenciais que controlam a inflamação

Langlais D, Couture C, Balsalobre A, Drouin J. The Stat3/GR interaction code: Predictive value of direct/indirect DNA recruitment for transcription outcome. Molecular Cell  2012; 47(1): 38-49.

Abstract

Comentário do Editor: Stat3 actua em genes pro-inflamatórios. O recetor dos glicocorticóides (GR) interage com o Stat3 para controlar a inflamação. O GR pode ser encontrado em quase todas as células do organismos e regula genes que controlam o desenvolvimento, o metabolismo e a resposta inflamatória e imune.

8.  rDer p 2/1S: uma molécula hipoalergénica segura para tratar a alergia a ácaros

Chen K-W, Blatt K, Thomas WR, Swoboda I, Valent P et al. Hypoallergenic Der p 1/Der p 2 combination vaccines for immunotherapy of house dust mite allergy. The Journal of Allergy and Clinical Immunology 2012; Article in Press, Corrected Proof July 2012. doi: 10.1016/j.jaci.2012.05.035

Abstract

Comentário do Editor: rDer p 2/1S, uma proteína híbrida de fragmentos de Der p 1 e Der p 2 rearranjados, evidencia uma alergenicidade fortemente reduzida, bem como actividade alergénica e reactividade com IgE diminuídas. Contém ainda todos os epitopos T relevantes para a indução de tolerância e pode induzir uma robusta resposta protectora IgG alergérnio-específica. Estas características indicam que a rDer p 2/1S pode ser um agente útil para a imunoterapia.

9.  Preservação da barreira da pele e imunoterapia alergénio-específica na dermatite atópica

Milani M. Approaching atopic dermatitis treatment differently: from skin barrier preservation to allergen-specific immunotherapy. Immunotherapy 2012; 4(6): 561-564. doi:10.2217/imt.12.47

Texto Completo, Gratuito

Comentário do Editor: Esta revisão excelente e concisa sobre dermatite atópica explora a patogénese da doença. Aborda o papel de disfunções na barreira e o seu restabelecimento. Revê ainda o potencial da imunoterapia alergénio-específica como opção terapêutica.

10. Distinção entre Síndrome de Churg-Strauss (CSS) e Síndrome hipereosinofílica (HES)

Khoury P, Zagallo P, Talar-Williams C, Santos CS, Dinerman E, Holland NC, Klion AD. Serum biomarkers are similar in Churg–Strauss syndrome and hypereosinophilic syndrome. Allergy 2012; Early View, Published online ahead of print. doi: 10.1111/j.1398-9995.2012.02873.x

Abstract:

Comentário do Editor: Os autores encontraram uma sobreposição clinicamente significativa entre Síndrome de Churg–Strauss com anticorpos anti-neutrófilo (ANCA) negativos e Síndrome hipereosinofílica com recetor do fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGFR) negativo.

11. Estratégias de prevenção de alergia em viagens ao exterior

Barnett J, Botting N, Gowland M, Lucas JS. The strategies that peanut and nut-allergic consumers employ to remain safe when travelling abroad. Clinical and Translational Allergy 2012; 2:12. doi:10.1186/2045-7022-2-12

PDF Provisório, Acesso Gratuito

Comentário do Editor: Este é o primeiro estudo que fornece uma análise detalhada das estratégias que indivíduos alérgicos a amendoim e nozes usam para se manterem em segurança em viagens ao exterior. Alguns indivíduos decidiram simplesmente que viagens ao exterior são demasiado arriscadas e fazem sempre férias locais. No entanto, a maioria fez férias no estrangeiro, planeando cuidadosamente e empregando restrições auto-impostas para reduzir o risco.

12. Frequência de doença meningocócica associada a mutações nos genes de C5 e C6 na África do Sul

Owen EP, Leisegang, Whitelaw A, Simpson J, Baker S et al. Complement component C5 and C6 mutation screening indicated in meningococcal disease in South Africa. South African Medical Journal 2012; 102(6): 525-527.

Texto Completo, Acesso Gratuito

Comentário do Editor: Os autores concluíram que as mutações C5D e C6Q0 que conferem susceptibilidade aumentada a doenças meningocócicas de repetição não são raras na África do Sul, e recomendam fortemente a inclusão de testes de diagnóstico para deficiências dos fatores C5 e C6 do complemento na rotina de todos os casos de doença meningocócica neste país.